Bioenergia

Pesquisa da Agroicone destaca a produção de etanol de milho no Centro-Oeste

A pesquisa mostra que a indústria de etanol de milho tem grande potencial para gerar renda e emprego no estado e no Brasil, além de reforçar a importância de que esse modelo produtivo pode ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa

Recente estudo divulgado pela consultoria Agroicone mostra como a produção de etanol de milho tem chamado a atenção de importantes mercados. No estudo “Análise Socioeconômica e Ambiental da produção de etanol de milho no Centro Oeste Brasileiro”, divulgado em maio, eles analisaram os impactos socioeconômicos, as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e uso da terra da implantação da indústria de etanol de milho no Centro Oeste brasileiro, tendo como referência o caso concreto de uma indústria autônoma instalada em Mato Grosso (MT).

O resultado mostra que a indústria de etanol de milho tem grande potencial para gerar renda e emprego no estado e no Brasil, além de reforçar a importância de que esse modelo produtivo pode ajudar a reduzir a emissão de gases de efeito estufa quando comparado com a gasolina e, segundo o estudo, até mesmo comparado com o etanol de milho produzido nos Estados Unidos. Lá o processo de produção é caracterizado pelo uso de milho primeira safra, por usinas grandes e uso de fontes de energia tradicionais, em grande parte fósseis, como o carvão mineral e gás natural.

“O Brasil se prepara para ser um dos principais produtores de etanol celulósico. Leia mais clicando aqui

Segundo o estudo, essas características norte-americanas são diferentes das praticadas no setor de biocombustíveis nacional, que pode operar com claras vantagens, tanto em uso da terra como as fontes de recursos renováveis. Eles explicam que o processo produtivo guarda semelhanças, mas o Brasil tem um imenso potencial. Por aqui o milho é moído, cozido e liquefeito em água. Em seguida segue para a etapa de fermentação que, com adição de enzimas e leveduras, transforma o amido em açúcares e, posteriormente, em etanol.

A Tecnologia de Separação de Fibras permite recuperar fibras e proteínas, resultando na coprodução de produtos ricos em nutrientes comumente conhecidos como DDGs em seu acrônimo em inglês. A energia do processo (vapor e eletricidade) é gerada por uma termoelétrica (planta de cogeração) a biomassa anexa à fábrica de etanol. O sistema energético é otimizado de maneira que a eletricidade gerada pela termoelétrica é superior que à demanda dos processos de produção. A eletricidade excedente é vendida à rede.

Quer saber mais sobre a produção de etanol de milho nos Estados Unidos? Leia aqui no Bioblog.

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