Sustentabilidade

Patagônia vence prêmio na ONU na categoria visão empreendedora

Marca foi escolhida pelo seu esforço para preservar os ecossistemas do planeta, que percorre todo o negócio, desde os materiais usados nos produtos até doações para causas ambientais.

De uma pequena empresa que fabrica ferramentas para alpinistas, a marca Patagônia se tornou líder global em sustentabilidade. Seu esforço para preservar os ecossistemas do planeta percorre todo o negócio, desde os materiais usados nos produtos até doações para causas ambientais. Por esses e outros motivos, a marca venceu o prêmio ‘Campeões da Terra’ da ONU na categoria ‘Visão Empreendedora’. Criado pela ONU Meio Ambiente em 2005, este é o principal prêmio ambiental global das Nações Unidas.

Desde sua fundação em 1973 pelo renomado ambientalista e empresário Yvon Chouinard, a marca conquistou elogios por suas cadeias de abastecimento sustentáveis e pela defesa do meio ambiente. Como diz Chouinard: “A Patagônia está no negócio para salvar nosso planeta”.

Quase 70% dos produtos da Patagônia são feitos de materiais reciclados, incluindo garrafas plásticas, e a meta é usar 100% de materiais renováveis até 2025. A empresa também usa cânhamo e algodão orgânico, além de estar comprometida com a simplicidade, a utilidade e a durabilidade – um novo empreendimento em um mundo onde a moda rápida é a norma para muitas empresas e consumidores.

Desde 1985, a empresa tem contribuído com pelo menos 1% de suas vendas anuais para a preservação e restauração do meio ambiente. Em 2002, Chouinard e Craig Mathews criaram uma corporação sem fins lucrativos (“1% por cento para o Planeta”) para incentivar outras empresas a fazerem o mesmo.

Graças ao seu compromisso de “1% para o Planeta”, a Patagônia forneceu cerca de US$ 90 milhões a organizações de base e treinou milhares de jovens ativistas nos últimos 35 anos. “Por meio de seu compromisso com a sustentabilidade e com as questões ambientais mais urgentes da atualidade, a Patagônia oferece um exemplo perfeito de como o setor privado pode participar da luta contra a mudança climática, a perda da biodiversidade e outras ameaças à saúde humana e planetária”, disse Inger Andersen, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

“A Patagônia mostra que a sustentabilidade faz sentido do ponto de vista econômico e o sucesso da empresa revela um desejo entre os consumidores de ver as empresas assumirem um papel de liderança no combate às mudanças climáticas e à degradação ambiental. A Patagônia mostra que isso pode ser feito, e bem feito”, declarou Andersen.

Ação contra a Mudança Global do Clima

A necessidade de uma ação global urgente sobre mudanças climáticas foi debatida na Conferência do Clima, realizada na sede da ONU, em Nova Iorque, no dia 23 de setembro. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, pediu aos líderes mundiais, empresas e sociedade civil para irem à cúpula com ideias concretas sobre como reduzir as emissões em até 45% na próxima década e zerar as emissões até 2050, em alinhamento com o Acordo Climático de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

As empresas têm um papel fundamental a desempenhar, uma vez que a redução das emissões é indissociável da criação de emprego, da construção de cidades mais habitáveis e da melhoria da saúde e da prosperidade para todos, assegurando que ninguém fica para trás. “Estamos encantados por receber este prêmio das Nações Unidas e esperamos que ele inspire outras empresas ao mostrar que você pode ter um negócio próspero e também fazer o bem ao mundo. De fato, essa é a única maneira de garantir sua própria sobrevivência e a sobrevivência do planeta”, disse Rose Marcario, Diretora Executiva da Patagônia.

“Tenho sido encorajada a ver muitas empresas, tanto públicas como privadas, reconhecerem que as coisas precisam mudar. O capitalismo precisa evoluir se quisermos ter um planeta saudável. Na Patagônia, acreditamos que nossos problemas ambientais podem ser resolvidos e estamos comprometidos em ser parte da solução”, concluiu.

Em 2018, a Patagônia disse que daria os US$ 10 milhões economizados como resultado de um corte de impostos federais aos grupos de base que defendem o ar, a água e a terra do planeta, aos envolvidos no movimento da agricultura orgânica regenerativa – um cultivo que prioriza a saúde do solo e ajuda a captar carbono da atmosfera.

A Patagônia está entre os cinco vencedores deste ano. As outras categorias são Liderança Política, Inspiração e Ação e Ciência e Inovação. Os vencedores de 2019 foram homenageados durante a 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro de 2019, em Nova York. Também foram homenageados no evento sete jovens empreendedores entre 18 e 30 anos, com soluções ambientais, que levarão para casa o cobiçado prêmio Jovens Campeões da Terra.

Os campeões anteriores nessa categoria incluem o Aeroporto Internacional de Cochin, na Índia – o primeiro aeroporto inteiramente abastecido por energia solar do mundo (2018), Paul Polman, ex-Presidente Executivo da Unilever (2015), e o U.S. Green Building Council, uma organização privada sem fins lucrativos que está transformando edifícios em todo o mundo (2014).

 

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