Bioenergia

Paraguai recebe a segunda edição do TECO e mostra como o país pode estar na vanguarda mundial com o etanol de milho

Pesquisadores, autoridades e setor privado, representantes do Brasil, Paraguai e Estados Unidos se reuniram no Paraguai durante a segunda edição do TECO para debater a produção do etanol e o alto potencial de desenvolvimento do país com esse biocombustível

O Paraguai foi palco de um dos principais debates sobre o futuro do etanol na América Latina, o TECO (Taller de Etanol Combustible) evento que reúne a cadeia produtiva, pesquisadores e autoridades governamentais para debater os principais temas relacionados ao combustível que hoje se apresenta como a principal alternativa para um futuro mais sustentável e com alto potencial de desenvolvimento.

O TECO Paraguai, realizado no Centro de Eventos Alff, na cidade de J. Eulogio Estigarribia (conhecida popularmente por Campo 9) está na sua segunda edição no país, trazendo temas como o bioetanol e o seu potencial para suprir as necessidades energéticas. Esta edição está sendo realizada pela Novozymes em parceria com a empresa Proquitec.

Entre os temas que foram abordados estão os últimos avanços em assepsia de plantas, controle de processos e inovações biotecnológicas para a produção de etanol, principalmente, os de milho. Neste encontro, participaram especialistas do Brasil, Estados Unidos e Paraguai e também contou com a presença do Vice-Ministro da Agricultura do Paraguai, Mario León Frutos, que falou sobre as perspectivas da produção e o uso do milho no país. “O milho está presente na maior parte das áreas de agricultura familiar, com o objetivo de assegurar a alimentação humana e animal. Ele também é o componente principal na formulação da ração para alimentação bovina, suínas e de aves, por isso a produção é bastante intensa. Além disso, é atualmente o insumo alternativo para a produção de etanol no mercado mundial, onde o consumo supera a produção, por isso, é uma grande oportunidade de crescimento para nosso país. O etanol é muito importante para a diversificação de nossa matriz energética”, comentou.

O diretor geral de Combustíveis, Carlos Servin, apresentou dados do mercado de etanol no país e falou sobre o seu potencial. “Para o Paraguai o etanol é um combustível amigável para o meio ambiente, um combustível verde, de alto impacto redistributivo socioeconômico e faz parte da cadeia produtiva de outras áreas como o uso do milho para alimentação animal. Consideramos que estes três fatores são muito importantes para o país. Primeiro porque somos muito dependentes, 100%, dos combustíveis fósseis e isso nos dá uma segurança energética, hoje estamos a 10%, mas podemos crescer muito mais. É um combustível ambientalmente muito positivo e, terceiro, o impacto que tem na economia em todas as regiões, porque estas usinas estão, em geral, no interior do país, gerando postos de trabalho, arrecadações para o município e outras diversidades de negócios”, destacou.

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