Sustentabilidade

Países reforçam compromisso contra a obesidade infantil

Em todo o mundo, o número de crianças e adolescentes com obesidade, com idade de cinco a 19 anos, aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas.

Representantes de 14 países das Américas reunidos em Brasília reafirmaram no início de junho seu compromisso em combater a epidemia de obesidade infantil. Delegações expressaram interesse em prorrogar um plano da ONU sobre o tema, com vigência até 2019. A estratégia prevê medidas como a taxação de alimentos pouco saudáveis e a regulação do marketing e da rotulagem de bens alimentícios.

Em todo o mundo, o número de crianças e adolescentes obesos, com idade de cinco a 19 anos, aumentou dez vezes nas últimas quatro décadas. Em 1975, esse grupo representava menos de 1% dos jovens nessa faixa etária – o equivalente a 5 milhões de meninas e 6 milhões de meninos. Em 2016, existiam 50 milhões de meninas e 74 milhões de meninos obesos, representando, respectivamente, em torno de 6% e 8% da população total de crianças e adolescentes de acordo com o gênero.

Também em 2016, outros 213 milhões de jovens de cinco a 19 anos de idade estavam com sobrepeso.

Segundo um estudo liderado em 2017 pelo Imperial College London e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), se as tendências atuais continuarem, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição moderada e grave até 2022.

Para enfrentar esse problema no nível regional foi promovido um encontro com representações de 14 países. Participaram oficiais do Brasil, Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Risca, Equador, Granada, México, Panamá, Peru e Uruguai, além de membros da academia e sociedade civil.

As delegações reiteraram a importância do Plano de Ação da OPAS para a Prevenção da Obesidade em Crianças e Adolescentes 2014-2019. Os representantes nacionais também indicaram que uma extensão da estratégia favoreceria a implementação de ações que requerem mais tempo para serem concretizadas.

O plano apresenta cinco linhas de atuação, incluindo atenção primária à saúde e promoção do aleitamento materno e da alimentação saudável, a melhoria dos ambientes de nutrição e da atividade física escolar, políticas fiscais e regulamentação do marketing e da rotulagem de alimentos.

O encontro regional teve a participação da OPAS, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Centro de Excelência da ONU contra a Fome.

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