Sustentabilidade

Países precisam adotar incentivos e leis públicas para promover dietas saudáveis e conter obesidade

Agência da ONU estima que o número de pessoas obesas vai ultrapassar em breve o número global de pessoas que passam fome, estimado atualmente em 820 milhões.

No último dia 10 de junho, em Roma, durante a abertura do simpósio internacional O Futuro dos Alimentos, o chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, pediu que países adotem incentivos e leis públicas para promover dietas saudáveis. Medidas incluem tanto estímulos para que o setor privado produza alimentos mais nutritivos, quanto taxações de produtos pouco saudáveis e controle da publicidade.

“Precisamos mudar nosso foco de produzir mais alimentos para produzir alimentos mais saudáveis”, defendeu Graziano em discurso para acadêmicos, pesquisadores, formuladores de políticas e representantes de governos, sociedade civil e setor privado.

De acordo com a FAO, a fome não é mais o único grande problema nutricional que a humanidade enfrenta.

Atualmente, no mundo, mais de 2 bilhões de adultos com 18 anos ou mais estão acima do peso. Desse grupo, mais de 670 milhões são obesos. O aumento da obesidade entre 2000 e 2016 foi mais rápido do que o avanço do sobrepeso em todas as faixas etárias. Quase 2 bilhões de pessoas no planeta sofrem com deficiências de micronutrientes.

Ainda segundo a agência da ONU, projeções estimam que o número de pessoas obesas vai ultrapassar em breve o número global de pessoas que passam fome, estimado atualmente em 820 milhões.

Existem vários fatores que impulsionam a pandemia global de obesidade e de deficiência de micronutrientes. Além da urbanização acelerada, uma das principais causas do fenômeno é o alto consumo de alimentos ultraprocessados, que são produzidos com base em ingredientes artificiais. Esses alimentos geralmente contêm altos níveis de gorduras saturadas, açúcares refinados, sal e aditivos.

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