Sustentabilidade

Países devem investir mais nos ODS e no Acordo de Paris, diz secretário-geral da ONU

Para o secretário-geral da ONU, as mudanças climáticas causam estragos, particularmente, entre os mais vulneráveis, e as emissões de gases de efeito estufa estão em ascensão mais uma vez.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que 2019 é um ano muito importante “para a implementação dos ODS e do Acordo de Paris” sobre as mudanças climáticas. No entanto, disse que ainda há “sérios desafios e riscos crescentes”, durante a abertura do Fórum do Financiamento para o Desenvolvimento, do Conselho Económico e Social da ONU (Ecosoc).

Guterres lembrou que já foram criadas as ferramentas para combater a pobreza, a desigualdade, as mudanças climáticas e as pressões ambientais, como os acordos multilaterais alcançados em 2015, como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a Agenda de Ação de Adis Abeba e o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.

O líder da ONU considerou que o crescimento desigual, o aumento dos níveis de endividamento, a volatilidade financeira e o aumento das tensões no comércio global estão “complicando a implementação dos ODS”.

Na sua intervenção, o secretário-geral destacou também que as mudanças climáticas “causam estragos, particularmente, entre os mais vulneráveis”, e “as emissões de gases de efeito estufa estão em ascensão mais uma vez”.

Guterres citou um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) que concluiu que os países em desenvolvimento enfrentam um déficit de financiamento anual médio de cerca de US$ 2,6 trilhões em investimentos em saúde, educação, estradas, eletricidade, água e saneamento. Por isso, Guterres sublinhou que é necessário “mais dinheiro para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

A ajuda ao desenvolvimento “continua a ser essencial”, afirmou o secretário-geral, especialmente para os países menos desenvolvidos. A prioridade deve ir para a mobilização doméstica de recursos, o que significa aumentar a receita fiscal dos países. Para isso, é necessário “que a comunidade internacional faça muito mais para combater a evasão fiscal, a lavagem de dinheiro e os fluxos financeiros ilícitos que prejudicam esse esforço”. Essas medidas são consideradas suficientes para financiar os serviços públicos essenciais para alcançar os ODS, em algumas economias emergentes.

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