Bioenergia

Otimismo sobre o etanol de milho marca o TECO Brasil

Representantes da cadeia produtiva, associações e pesquisadores analisaram as tendências e o futuro do etanol de milho, uma atividade com alto potencial de desenvolvimento no país.

Nos últimos dias 11 e 12 de setembro, Cuiabá foi a sede de um dos principais encontros sobre etanol combustível, o TECO Brasil, que reuniu especialistas, empresas, associações e pesquisadores para falarem sobre o futuro global para o mercado de etanol.

William Yassumoto, head of commercial biorefining da Novozymes Latin America, diz que a Novozymes espe-ra que o etanol de grãos tenha um crescimento de aproximadamente 4 vezes o que é produzido hoje no Brasil, em um horizonte de 4 a 5 anos. “No Brasil, com as novas políticas de incentivo, esperamos chegar numa produção de mais de 3 bilhões de litros em 2022. Isso é realmente empolgante e proporciona inúmeras oportunidades de crescimento. Acredito que esse crescimento terá grande destaque no cinturão de milho do Estado do Mato Grosso, que assistirá à uma forte expansão no volume de etanol de milho nos próximos anos”, finalizou.

Thomas Schöder, vice-presidente de Biorefining da Novozymes, veio ao Brasil para participar dos debates. Ele reforçou que “a expectativa é que a demanda de etanol mundial dobre até 2030. Mesmo com a expectativa mais agressiva de eletrificação, a maior parte dos carros ainda vai trabalhar com a mecânica de combustão nos próximos 30 anos”, exemplificou. Essa perspectiva vem como uma excelente mensagem aos produtos de etanol, que têm acompanhado a crescente popularidade do automóvel elétrico.

Todas as apresentações abordaram estimativas que mostram o papel estratégico dos biocombustíveis, não apenas na manutenção de uma matriz energética sustentável para os países em desenvolvimento, como o Brasil, mas como precursores de uma mudança de pensamento global em prol da adoção de alternativas sustentáveis aos derivados fósseis.

Dave Vandergriend, CEO da ICM Inc, reforçou a importância do etanol de milho para “o crescimento da economia e agricultura locais, atendimento da demanda de energia e proteína, inclusive, proteção ambiental”. Ricardo Tomczyk, presidente executivo da UNEM – União Nacional do Etanol de Milho, falou sobre as conquistas do primeiro ano da entidade e os principais desafios para os próximo anos, entre eles, a finalização da regulamentação e a efetiva implantação do RenovaBio, a modernização da legislação de licenciamento ambiental, adequação da legislação tributária, bem como o fortalecimento de toda cadeia de produção.

Glauco Monte, diretor de commodities da INTL – FCStone, falou sobre as perspectivas do mercado de milho e como se proteger da volatidade dos preços domésticos. Ainda, como ocorreu a mudança distribuição regional da produção de milho, do ano 2000 a 2018, fazendo com que a região Centro-Oeste se tornasse o principal polo produtivo. “Uma projeção é que de o potencial brasileiro, área e rendimento para 2030, represente um crescimento de 19% da área plantada total do país. O milho verão continuaria perdendo área e, em contrapartida, a safrinha aumentaria 38% em 2030. Com o aumento de área e rendimento, o Brasil chegaria a quase 150 milhões de toneladas de soja e o milho, mesmo com o balanceamento de área de verão e inverno, chegaria a 135 milhões de toneladas”, comentou.

O fechamento da programação ficou a cargo do renomado apresentador Prof. Dr. Marcos Fava Neves (USP/EAESP/FGV), especialista em Planejamento Estratégico no Agronegócio.  Ele abordou temas sobre o cenário agro 2028 e como aproveitar a janela de oportunidade dos próximos anos para construção de mar-gens no agronegócio. “Há muito mercado para conquistar em termos de volume, mas os preços serão estes, portanto temos que construir margem via eficiência das cadeias produtivas integradas: tecnologia/digital; economia circular e do compartilhamento, mudando nosso comportamento”, comentou.

Nesta edição, diversas personalidades que se destacam na cadeia produtiva do milho foram homenageados:

  • José Lopes – Presidente da Inpasa;
  • Alfredo Scholl – Acionista da Usimat;
  • Luiz Carlos Ticianel – Presidente da Destilaria de Alcool Libra;
  • Michael Matheus – Acionista da Usina Porto Seguro;
  • Henrique Ubrig – Presidente Institucional, FS Bioenergia;
  • Alisson Venturini Colonhezi – Gerente Industrial da SJC Bioenergia;
  • Cássio Iplinsky – Diretor executivo da Usina da Rio Verde;
  • Fernando Nardini – Diretor da Cooperval;
  • Monique Meneghetti, Elcio Darcy Meneghetti e Elizabeth Meneghetti – Proprietários da Cereale Brasil Agroindustrial;
  • Adriano Soriano – Proprietário da ALS Consultoria e Projetos;
  • Vital Nogueira – Gerente industrial da Maiz Projetos e Consultoria;
  • Glauber Silveira – Vice-Presidente da Abramilho.

O TECO Brasil 2018 contou com os seguintes patrocinadores: Argus Media; Bermo; Fermentec; Flottweg; Fluid-Quip; ICM; Katzen; Phibro; Praj; Thermo Fisher Scientific; Vogelbusch.

Além disso, o evento teve apoio das seguintes instituições:

ABRAMILHO: Associação Brasileira dos Produtores de Milho;

AREFLORESTA: Associação de Reflorestadores de Mato Grosso;

APROSOJA:  Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso;

FIEMT/SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

SIFAEG: Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás.

SINDALCOOL-MT: Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso

UNEM: União Nacional Do Etanol De Milho

 

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