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Os 10 principais mitos sobre as vacinas

As vacinas atuam estimulando o nosso organismo a produzir sua própria proteção, criando anticorpos contra as doenças.

As vacinas são muito importantes não só para a sua saúde, mas para a saúde de todas as pessoas, a coletividade. Segundo o Instituto Butantã, é por meio da imunização, estar vacinado, é que é possível prevenir infecções e impedir que diversas doenças se espalhem pelo país e pelo mundo. Elas atuam estimulando o nosso organismo a produzir sua própria proteção, criando anticorpos, contra as doenças. A vacina é, hoje, a maneira mais eficaz para o controle e erradicação de doenças.

Para manter a sua saúde e segurança em dia, bem como de todas as pessoas que convivem com você, é preciso conhecer os principais mitos sobre as vacinas. A informação é a principal aliada para combater notícias falsas que podem comprometer a sua saúde. Conheça 10 principais mitos sobre as vacinas segundo o Ministério da Saúde:

1º Mito: Uma melhor higiene e saneamento farão as doenças desapareceremvacinas não são necessárias. Uma melhor higiene, lavagem das mãos e uso de água limpa ajudam a proteger as pessoas contra as doenças, entretanto, as doenças preveníveis por vacinas podem se espalhar independente dessas outras medidas de prevenção. Se as pessoas não forem vacinadas, doenças que já não existiam no território brasileiro, como a poliomielite e o sarampo, por exemplo, podem se espalhar rapidamente. Os programas de imunização têm contribuído para a qualidade de vida da população prevenindo e reduzindo complicações por essas doenças.

2º mito: As vacinas têm vários efeitos colaterais prejudiciais e de longo prazo que ainda são desconhecidos. A vacinação pode ser até fatal. As vacinas são seguras e trazem benefícios contra as doenças, no entanto, como qualquer outro medicamento, pode causar reações adversas. Essas reações, de forma geral, são leves e temporárias, como dor no local da administração da vacina ou febre baixa. Eventos graves de saúde são raros e cuidadosamente acompanhados e investigados. É muito mais provável que uma pessoa adoeça gravemente por uma enfermidade evitável pela vacina do que pela própria vacina. A poliomielite, por exemplo, pode causar paralisia; o sarampo pode causar encefalite e cegueira; e algumas doenças preveníveis por meio da vacinação podem até resultar em morte, como pneumonias. Embora qualquer lesão grave ou morte causada por vacinas seja muito relevante, os benefícios da imunização superam em muito o risco, considerando que muitas outras lesões e mortes ocorreriam sem ela.

3º mito: A vacina combinada contra a difteria, tétano e coqueluche e a vacina contra a hepatite causam a síndrome da morte súbita infantil. Não há relação causal entre a administração de vacinas e a síndrome da morte súbita infantil (SMSI), também conhecida como síndrome da morte súbita do lactente. No entanto, essas vacinas são administradas em um momento em que os bebês podem sofrer com essa síndrome. Em outras palavras, as mortes por SMSI são coincidentes à vacinação e teriam ocorrido mesmo se nenhuma vacina tivesse sido aplicada. É importante lembrar que essas quatro doenças podem levar os bebês não vacinados contra elas a complicações e até mesmo a morte. São doenças sérias e a vacinação é uma das medidas de prevenção mais importantes.

4º mito: As doenças evitáveis ​​por vacinas estão quase erradicadas em meu país, por isso não há razão para me vacinar. Embora as doenças evitáveis por vacinação tenham se tornado raras em muitos países, os agentes infecciosos que as causam continuam a circular em algumas partes do mundo. Em um mundo altamente interligado, esses agentes podem atravessar barreiras geográficas e infectar qualquer pessoa que não esteja protegida. Em 2017, por exemplo, na Europa ocorreram surtos de sarampo em populações não vacinadas (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Reino Unido). Dessa forma, as duas principais razões para a vacinação são proteger a nós mesmos e também as pessoas que estão à nossa volta. Programas de vacinação bem-sucedidos, assim como as sociedades bem-sucedidas, dependem da cooperação de cada indivíduo para assegurar o bem de todos. Não devemos apenas confiar nas pessoas ao nosso redor para impedir a propagação da doença; nós também somos responsáveis pela saúde da nossa família e comunidade.

5º mito: Doenças infantis evitáveis ​​por vacinas são apenas infelizes fatos da vida. As doenças evitáveis ​​por vacinas não têm que ser “fatos da vida”. A vacinação é uma medida que vem sendo adotada pelos países há muitos anos e tem sido responsável pelo controle, eliminação e erradicação de várias enfermidades como sarampo, poliomielite, varíola e rubéola. Essas doenças podem levar a complicações graves em crianças e adultos, incluindo pneumonia, paralisia, encefalite, cegueira, diarreia, infecções de ouvido, síndrome da rubéola congênita (caso uma mulher seja infectada com rubéola no início da gravidez) e, por fim, à morte. O sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com vacinas. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desprotegidas e expostas ao risco de adoecer.

6º mito: Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo em uma pessoa pode aumentar o risco de eventos adversos prejudiciais, que podem sobrecarregar seu sistema imunológico. Evidências científicas mostram que administrar várias vacinas ao mesmo tempo não causa aumento de eventos adversos e não sobrecarrega o sistema imunológico. As pessoas estão expostas a diversas substâncias, que possibilitam o desenvolvimento de resposta imune todos os dias. O simples ato de se alimentar introduz novos antígenos no corpo, levando a produção de resposta e proteção contra doenças. As principais vantagens de aplicar várias vacinas ao mesmo tempo são: redução do número de visitas a sala de vacinação, economizando tempo e dinheiro, uma maior probabilidade de que o calendário vacinal seja completado e a pessoa fique protegida. Além disso, o Programa Nacional de Imunizações vem buscando oferecer vacinas combinada, a exemplo, a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), a fim de reduzir o número de injeções.

7º mito: A influenza é apenas um incômodo e a vacina para a doença não é muito eficaz. A influenza é muito mais que um incômodo. É uma doença grave que mata de 300 mil a 500 mil pessoas a cada ano em todo o mundo. Mulheres grávidas, crianças pequenas, pessoas idosas com pouco acesso à saúde e qualquer um que possua uma condição crônica, como asma ou doença cardíaca, estão em risco mais elevado para uma infecção severa, que pode levar à morte. A vacinação de gestantes tem o benefício adicional de proteger seus recém-nascidos (não há atualmente nenhuma vacina contra a influenza para bebês menores de seis meses). A maioria das vacinas contra a influenza oferece imunidade às três cepas mais prevalentes, que circulam em qualquer estação. É a melhor maneira de reduzir as chances de adquirir influenza grave e de espalhá-la para outras pessoas. Evitar a doença significa evitar custos com cuidados médicos extras e perda de renda por faltas no trabalho ou na escola. A vacina influenza tem alcançado o objetivo anual da campanha de vacinação que é o de reduzir as complicações e mortes pela doença.

8º mito: É melhor ser imunizado por meio da doença do que por meio de vacinas. As vacinas interagem com o sistema imunológico para produzir uma resposta imunológica semelhante àquela produzida pela infecção natural, mas não causam a doença ou colocam a pessoa imunizada em risco de possíveis complicações. Em contraste, há um preço a ser pago pela imunidade adquirida apenas por meio de uma infecção natural: deficiência intelectual oriunda do Haemophilus influenzae tipo b (Hib), defeitos congênitos da rubéola, câncer hepático provocado pelo vírus da hepatite B ou morte por sarampo.

9º mito: As vacinas contêm mercúrio, que é perigoso. O mercúrio é utilizado em algumas vacinas como conservante em quantidades mínimas e não existe evidências de que sejam prejudiciais à saúde, sendo seu uso liberado pelo órgão regulador nacional, a Anvisa. É o conservante mais utilizado para vacinas que são fornecidas em frascos multidose.

10º mito: Vacinas causam autismo. Não há nenhuma evidência científica de relação entre as vacinas e o autismo/transtornos autistas. O estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre essa possível relação, foi posteriormente considerado seriamente falho e o artigo foi retirado pela revista que o publicou, e seu autor foi impossibilitado de exercer a medicina. Infelizmente, sua publicação desencadeou um pânico que levou à queda das coberturas de vacinação, expondo a população a subsequentes surtos de sarampo.

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2 comentários

  1. Muito útil e esclarecedor.
    Obrigado pelo conteúdo!

    1. Agradecemos seu comentário Higor!

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