Sustentabilidade

ONU faz alerta sobre a queima de lixo plástico

A incineração de resíduos plásticos a céu aberto é uma das principais fontes de poluição do ar.

A queima do plástico cheira muito mal e também causa aquela sensação de que você vai sufocar — o que não deveria ser uma surpresa quando lembramos que o plástico é feito basicamente de petróleo e, ao ser queimado, libera gases tóxicos. A incineração de resíduos plásticos a céu aberto é uma das principais fontes de poluição do ar. Em torno de 12% da maior parte dos resíduos sólidos municipais é feita de plástico, de um tipo ou de outro, e 40% de todo o lixo do mundo é queimado, de acordo com o estudo Poluentes tóxicos do Lixo Plástico — Uma Revisão. Por isso tudo, a ONU faz um alerta sobre a queima de lixo plástico.

A queima de plásticos libera gases tóxicos na atmosfera, como dioxinas, furanos, mercúrio e bifenilos policlorados (mais conhecidos pela sigla PCB), e representa uma ameaça à vegetação e à saúde humana e animal. As dioxinas se depositam em plantações e em nossos cursos d’água, onde acabam entrando em nossos alimentos e, consequentemente, em nossos corpos. Essas dioxinas são poluentes orgânicos persistentes e potencialmente letais, que podem causar câncer e prejudicar a tireoide e o sistema respiratório.

Os ftalatos — substâncias químicas que dão ao plástico algumas de suas características mais apreciadas, como flexibilidade e suavidade — são disruptores endócrinos, associados a uma variedade de complicações de saúde, desde problemas de fertilidade e problemas neonatais entre bebês até alergias e tipos de asma.

“A queima do lixo plástico aumenta o risco de doenças cardíacas, agrava doenças respiratórias, como asma e enfisema, causa irritações na pele, náusea e dores de cabeça, e prejudica o sistema nervoso”, afirma o estudo. A queima de plástico também libera o carbono negro, sob a forma de fuligem, que contribui com as mudanças climáticas e a poluição do ar.

Em todo o mundo, esforços estão sendo feitos para reduzir a quantidade de lixo plástico que acaba em aterros sanitários ou em nossos oceanos. Em março de 2019, a União Europeia aprovou uma lei para proibir até 2021 muitos itens de plástico descartável, como os talheres de plástico, pratos descartáveis, canudos e bastonetes de balões.

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