Sustentabilidade

ONU diz que ainda há tempo para acabar com a fome no mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que é preciso tomar medidas urgentes e necessárias para alcançar a Fome Zero até 2030.

Em outubro, a cidade de Roma, na Itália, foi a sede do encontro da 45ª Comissão de Segurança Alimentar Mundial, na qual a Organização das Nações Unidas (ONU) ressaltou que é preciso tomar medidas urgentes e necessárias para alcançar a Fome Zero até 2030.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, disse na abertura que o fracasso na erradicação da fome prejudicará todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Isso significa que “a pobreza não será erradicada, os recursos naturais continuarão a se degradar e a migração forçada continuará”. “Temos que levar mais a sério a intenção de colocar fim aos conflitos”, enfatizou, por sua vez, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

As sessões da Comissão deste ano abordaram a melhora dos sistemas alimentares e nutrição, as orientações do Direito à Alimentação, bem como mais de 50 eventos paralelos com foco em questões que vão de mudança climática e urbanização a mulheres rurais, posse da terra, processamento de alimentos, agroecologia e gestão pecuária.

Um desses eventos paralelos foi a discussão sobre “Programas Integrados de Refeições Escolares para Contribuições Múltiplas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Boas práticas, desafios e oportunidades para inovação, aprendizado e ampliação”.

Representantes dos países explicaram como cada governo está traduzindo seu compromisso com a agenda da alimentação escolar em termos de financiamento, estruturas legais e regulatórias, coordenação institucional, abordagem multissetorial, parcerias com a sociedade civil e envolvimento com o setor privado.

Cerca de 821 milhões de pessoas, ou uma em cada nove pessoas no planeta, passaram fome no ano passado, marcando o terceiro aumento anual consecutivo, de acordo com o mais recente relatório da ONU sobre o tema.

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