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OMS: casos de sarampo quase triplicaram no mundo durante o primeiro semestre

A OMS recomenda que os viajantes sejam vacinados contra o sarampo pelo menos 15 dias antes da viagem

Surtos de sarampo continuam a se espalhar rapidamente pelo mundo, de acordo com os últimos relatórios preliminares fornecidos à Organização Mundial da Saúde (OMS), com milhões de pessoas em risco de contrair a doença.

Os casos de sarampo notificados nos primeiros seis meses de 2019 são os mais elevados desde 2006, com surtos sobrecarregando sistemas de saúde e levando a doenças graves, incapacidades e mortes em muitas partes do mundo. A quantidade é quase três vezes maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

Essa situação ocorre após sucessivos aumentos anuais desde 2016, indicando um crescimento preocupante e contínuo da carga global do sarampo no mundo.

Os maiores surtos estão em países que têm atualmente ou tiveram no passado baixa cobertura vacinal contra o sarampo, deixando muitas pessoas vulneráveis à doença. Ao mesmo tempo, surtos prolongados estão ocorrendo mesmo em países com altas taxas nacionais de vacinação. Isso resulta de desigualdades na cobertura de vacinas e de lacunas e disparidades entre comunidades, áreas geográficas e entre faixas etárias. A doença pode se espalhar rapidamente.

Os Estados Unidos têm notificado sua maior contagem de casos de sarampo em 25 anos. Na Região Europeia da OMS, foram registrados cerca de 90 mil casos nos primeiros seis meses de 2019, superando a quantidade identificada em todo o ano de 2018 (84.462) — tornando-se já a maior desta década.

As razões para as pessoas não serem vacinadas variam significativamente entre comunidades e países, incluindo falta de acesso a serviços de saúde ou vacinação de qualidade; conflito e deslocamento; desinformação sobre vacinas ou pouca conscientização sobre a necessidade de vacinar. Em vários países, o sarampo está se espalhando entre crianças mais velhas, jovens e adultos que não se vacinaram no passado.

Com governos e parceiros como a Iniciativa contra o Sarampo e Rubéola, a Gavi, the Vaccine Alliance e outros, a OMS está ajudando os países a interromper surtos, fortalecer os serviços de saúde e aumentar a cobertura essencial de vacinação.

O sarampo é quase totalmente evitável com duas doses da vacina contra essa doença, que é segura e altamente eficaz. Altas taxas de cobertura vacinal — ou seja, 95% a nível nacional e dentro das comunidades — são necessárias para garantir que o sarampo não seja capaz de se espalhar.

A OMS está pedindo que todas as pessoas garantam que suas vacinas contra o sarampo estejam em dia — com as duas doses necessárias para proteger contra a doença — e que verifiquem o próprio status de vacinação antes de viagens.

De acordo com as últimas recomendações de viagem da OMS, todos os menores de 6 meses devem ser protegidos contra o sarampo antes de viajar para uma área onde o vírus está circulando. Aquelas pessoas que não tiverem certeza do seu estado de vacinação devem buscar um serviço de saúde. A OMS recomenda que os viajantes sejam vacinados contra o sarampo pelo menos 15 dias antes da viagem.

Brasil

No Brasil, o esquema vacinal funciona da seguinte forma: crianças de 12 meses a menores de 5 anos recebem uma dose da vacina aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (tetra viral) — em casos de surtos, recomenda-se a aplicação de uma dose em crianças de 6 até 11 meses.

Já pessoas de 5 a 29 anos que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente recebem duas doses da vacina tríplice viral. Adultos de 30 a 49 anos recebem uma dose da vacina tríplice viral.

Para mais informações sobre as recomendações no país, clique aqui.

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