08-02-2017

O etanol de milho nos Estados Unidos

O uso de combustíveis fósseis tem representado para diversos países um desafio econômico, político e ambiental. Afinal, são fontes não renováveis, que poluem o ar e geram grande dependência energética estrangeira. Então, esses fatos apontam para a importância da produção de biocombustíveis, como o etanol, que pode trazer muitas vantagens para o meio ambiente: é renovável, apresenta melhor absorção de CO2, reduzindo o efeito estufa e é menos poluente.

Assim, o Brasil e os Estados Unidos, por esses e outros fatores, passaram a investir nesse tipo de biocombustível. Concentrando-se no etanol de milho, os Estados Unidos tornaram-se a maior potência em sua produção.

A história do etanol nos Estados Unidos

Na década de 1970, a Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo (OAPEC) reduziu o fornecimento de petróleo para países como os Estados Unidos e aliados, Japão e Europa Ocidental. Tal acontecimento gerou uma crise de abastecimento e despertou maior interesse pelo etanol.

Na década seguinte, o Programa de Etanol foi implantado nos Estados Unidos, com o intuito de estabilizar o preço do milho e implementar uma nova alternativa de combustível. Em meados de 1990, foi criado o Clean Air Act, que instituiu um conjunto de padrões de qualidade do ar nas grandes cidades norte-americanas. Nesse caso, era utilizado o MTBE (Éter metil-terc-butílico), para redução da emissão de monóxido de carbono produzida pelos automóveis. Porém, mais tarde, identificou-se que se tratava de uma substância poluidora, de forma que águas de rios e oceanos foram afetadas. Assim, no início dos anos 2000 passou-se a utilizar o etanol como meio para substituir o MTBE e reduzir o impacto ambiental.

Políticas e programas de incentivo à produção do etanol nos EUA

A posição privilegiada dos Estados Unidos na produção de etanol se deve graças às políticas públicas para o seu incentivo, como pode ser visto a seguir:

  • No final da década de 1990, um crédito fiscal para a fabricação de etanol foi criado, sendo depois estendido para outros tipos de bioenergia.
  • No período de 2006 a 2011, programas de subsídios para a produção de etanol, contribuíram para a sua expansão.
  • Em 2005, a U.S. Renewable Fuels Standart (RFS) começou a estimular o setor, de forma que seria necessário misturar 28 bilhões de litros de etanol com gasolina até 2012.
  • No ano de 2010, a Energy Independence and Security Act (EISA), ou RFS2, entrou em vigor, com a meta mais incisiva de que deveriam ser produzidos 136 milhões de litros de etanol para 2022.

Desafios na produção de etanol

Apesar desses avanços, os Estados Unidos ainda enfrentam alguns desafios quanto ao etanol no país. Inicialmente, é importante desenvolver tecnologias que possam reduzir seu custo de produção, pois ainda é elevado. Há também resistência em relação ao setor automobilístico quanto ao seu uso, mesmo quando misturado a outro combustível. Além disso, ainda existem pessoas que possuem carros com motor Flex, mas que optam somente pela gasolina, devido à dificuldade de encontrar etanol nos postos de abastecimento. Portanto, ainda é preciso programas governamentais que possam esclarecer e incentivar o seu uso no país.

Como o etanol é produzido nos Estados Unidos

Nas usinas norte-americanas, a produção de etanol pode ter dois processos: seco ou úmido. O primeiro é utilizado em 90% dos casos e consiste em moer os grãos e transformá-los em farinha. No segundo, eles são imersos em uma solução ácida, para que o amido seja liberado.

Após qualquer uma dessas etapas, água e enzimas são adicionadas e uma pasta é obtida, logo após é fervida e ocorre uma redução de bactérias. Nessa etapa o etanol é obtido e separado de outras substâncias, devido a sua consequente destilação.

Como obter soluções para produção de etanol

A Novozymes é uma empresa líder mundial no segmento de enzimas que também desenvolve soluções em biocombustíveis, tais como: biodiesel, biogás e etanol baseado em celulose e amido. Para isso, utiliza-se de práticas sustentáveis, garantindo a qualidade de seus trabalhos. Conheça essas e mais alternativas de desenvolvimento sustentável no Bioblog: http://www.bioblog.com.br/.

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