Bioenergia

O Agro e os Biocombustíveis: um olhar para o futuro

Mendonça de Barros explicou porque o Brasil se tornou um dos principais produtores mundiais

José Roberto Mendonça de Barros, Doutor em Economia, foi um dos palestrantes mais aguardados do TECO 2020. Em sua palestra Magna, ele abordou a importância do agronegócio e os biocombustíveis. “O agronegócio brasileiro tem sido, já há algum tempo, um enorme sucesso. O Brasil caminha para ser o maior protagonista no mercado internacional”, disse.

O professor explicou porque o país se tornou um dos principais produtores mundiais. “Claramente nós tivemos um aumento significativo de produtividade ao longo do tempo, desde a década de 1990. E esse aumento da produtividade, resultado das pesquisas, experimentação, difusão, da adoção constante, por parte dos produtores, das novas práticas, foi fazendo com que a produtividade não parasse de crescer e, com isso, o Brasil se tornou o país mais competitivo do mundo”, lembrou.

O doutor ressaltou ainda que a OCDE, que é o clube dos países ricos, faz uma análise atualizada todos os anos dos dados de suporte ao produtor como porcentagem das Receita Agrícolas. “Em relação a 2019, por exemplo, eles calcularam quanto de subsídio em relação ao valor da produção agrícola, tem em cada país. Quanto é pago pelos governos, de algum jeito, em programas de subsídios, para que o país produza. Nos gráficos percebemos que o Japão é o recordista, 41% do que é produzido provêm de recursos do governo. A Europa ainda tem um subsídio de quase 20% do valor de produção, é bastante protecionista. Empatados em terceiro lugar estão Estados Unidos e a China, com subsídios na ordem de 12% e o Brasil 1%. Ou seja, o agronegócio brasileiro é o mais competitivo do mundo, sem subsídio”, comentou. “Isso é mérito absoluto de aumentar a capacidade de produção e especialmente a produtividade”, completou.

Segundo ele, o sucesso do agronegócio tem dois pilares, o primeiro é o contínuo aprimoramento tecnológico e ganhos de produtividade e o segundo é a abertura externa e disputa no mercado internacional. “Com nossos recursos naturais e a qualidade das pessoas, tornamo-nos a agropecuária mais competitiva do mundo sem subsídios. Dada a demanda internacional esperada para a próxima década e a nossa agenda tecnológica já em curso, nosso crescimento vai continuar. Juros baixos e maior desvalorização do Real reforçam essa tendência”, avaliou.

A edição 2020 do TECO foi realizada 100% online, nos dias 16, 17 e 18 de novembro. Os participantes conferiram as novidades do setor de biocombustíveis, apresentadas por um conjunto de palestrantes e debatedores que trazem o cenário da América Latina, interessados em etanol de milho. Perdeu alguma palestra? Você ainda pode assisti-las no link: https://www.tecoexperience.com.

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