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Novozymes e mais 27 empresas globais se comprometeram com metas climáticas mais ambiciosas

As empresas líderes já estão provando que metas climáticas compatíveis com 1,5°C são possíveis

A Novozymes e mais 27 empresas globais, com uma capitalização de mercado total de 1,3 trilhão de dólares, estão se preparando para estabelecer um novo nível de ambição climática em resposta a uma campanha promovida às vésperas da Cúpula de Ação Climática da ONU, que ocorrerá em 23 de setembro, em Nova Iorque.

As empresas se comprometeram com metas climáticas mais ambiciosas, alinhadas com a limitação do aumento da temperatura global de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e em zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.

Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Pacto Global da ONU, pela Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência (SBTi) e pela coalizão “We Mean Business” (em tradução livre: Nós queremos dizer negócios).

As companhias pioneiras incluem Acciona, AstraZeneca, Banka BioLoo, BT, Dalmia Cement, Eco-Steel Africa, Enel, Hewlett Packard, Iberdrola, KLP, Levi Strauss, Mahindra Group, Natura, Novozymes, Royal DSM, SAP, Signify, Singtel, Telefónica, Telia, Unilever, Vodafone, Zurich, entre outras, que representam coletivamente mais de 1 milhão de funcionários de 17 setores e mais de 16 países.

Das 28 empresas, AstraZeneca, BT, Hewlett Packard, Levi Strauss, SAP, Signify e Unilever já têm metas de redução alinhadas à limitação de aumento da temperatura global de 1,5°C cobrindo as emissões de gases de efeito estufa de suas operações.

“A liderança climática nunca foi tão importante quanto agora, e é inspirador ver tantas empresas e marcas tão ousadas aumentando suas ambições”, disse Lise Kingo, CEO e diretora-executiva do Pacto Global da ONU.

“As empresas líderes já estão provando que metas climáticas compatíveis com 1,5°C são possíveis e incentivo todas as demais a aproveitarem essa oportunidade para se posicionarem à frente desse movimento e contribuírem para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

O compromisso das 28 empresas tem como base as preocupações apontadas pelo mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que alertou para as catastróficas consequências caso o aquecimento global ultrapasse 1,5 °C.

“O secretário-geral da ONU pediu aos líderes que participem da Cúpula sobre a Ação Climática em setembro com planos claros para grandes reduções com o objetivo de atingir zero emissões líquidas até 2050”, disse o enviado especial para a Cúpula sobre a Ação Climática, Luis Alfonso de Alba.

“É muito encorajador ver esses líderes do clima na comunidade global de negócios agirem, tanto para ajudar a combater a emergência climática e também porque a ação climática representa enormes oportunidades para pioneiros. Ao enviar fortes sinais ao mercado, essas empresas estão demonstrando aos governos que precisam urgentemente ampliar seus planos nacionais em linha com a ciência climática mais atual”.

Construir uma economia de carbono próspera e com zero emissões líquidas até 2050 exige liderança empresarial e políticas governamentais ambiciosas. Ao estabelecer políticas e metas alinhadas com uma trajetória de 1,5°C, os governos dão às empresas a clareza e a confiança para investir decisivamente nas economias de zero carbono do futuro.

As empresas que estão elevando o nível de ambição para o clima estão comprometidas em estabelecer metas baseadas em ciência por meio da Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência (SBTi), que avalia de forma independente os objetivos corporativos de redução de emissões em relação à ciência climática mais recente.

Até o momento, 600 das maiores empresas do mundo estão estabelecendo metas de redução de emissões de gases de efeito estufa com base na ciência, alinhadas com o Acordo de Paris para o clima. Em abril de 2019, a SBTi lançou novos recursos de validação de metas para permitir que as empresas definissem objetivos consistentes com o limite de aquecimento de 1,5°C.

“A ciência é clara: para limitar os impactos catastróficos da mudança climática, precisamos garantir que o aquecimento não exceda 1,5°C. A ambição é alta, mas é possível — e as metas baseadas na ciência dão às empresas um caminho para chegar lá”, disse Paul Simpson, membro do Conselho da SBTi.

“Pedimos a todas as empresas que aproveitem essa oportunidade para alinhar seus negócios com um futuro de 1,5 °C e impulsionar a transição para uma economia de carbono com zero emissões líquidas”.

O histórico apelo à ação lançado em junho veio na forma de uma carta aberta dirigida a líderes empresariais e assinada por 25 líderes globais, incluindo María Fernanda Espinosa, presidente da Assembleia Geral da ONU; Lise Kingo, CEO e diretora-executiva da o Pacto Global da ONU; Patricia Espinosa, secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática; Christiana Figueres, co-fundadora do Global Optimism; John Denton, secretário-geral da Câmara Internacional de Comércio; e Paul Polman, defensor dos ODS e co-fundador do IMAGINE.

Executivos ambiciosos que comprometem suas empresas a uma trajetória de 1,5°C em apoio a um futuro com zero emissões líquidas de CO2 serão reconhecidos no Fórum do Setor Privado do Pacto Global da ONU como parte da Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas em 23 de setembro.

Para saber mais sobre a iniciativa, acesse: unglobalcompact.org/OurOnlyFuture

 

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