Bioenergia

Novo estudo avalia o potencial de expansão da produção de bioenergia da cana na América Latina e na África

Novo estudo mostra que a bioenergia pode ser produzida de forma eficiente e proporcionar benefícios econômicos e sociais para vários países

Pesquisadores do Brasil e do exterior se uniram para produzir um estudo sobre energia renovável. Segundo informações da Agência Fapesp, o Brasil e os Estados Unidos respondem juntos por mais de 80% da produção atual de biocombustíveis líquidos, mesmo assim, toda a produção ainda é limitante diante de todo o potencial existente.

“Diversos países também estão usando a bioenergia, mas poderia ser muito mais. Isso dá a impressão de que a bioenergia seria uma ‘jabuticaba’, que só funciona em alguns países”, disse Luiz Augusto Horta Nogueira, pesquisador associado do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Universidade Estadual de Campinas (Nipe-Unicamp) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

Para mostrar que essa visão é equivocada e que a bioenergia pode ser produzida de forma eficiente e proporcionar benefícios econômicos e sociais para vários outros países, Nogueira e outros pesquisadores realizaram um estudo, nos últimos cinco anos, no qual avaliaram o potencial de expansão da produção de bioenergia da cana-de-açúcar na América Latina e na África.

Os resultados do trabalho, o Projeto LACAF, foram reunidos no livro Sugarcane bioenergy for sustainable development, reunindo 33 artigos, de autoria de 60 pesquisadores. As duas regiões foram escolhidas porque apresentam condições muito favoráveis para produção e são estratégicas para a expansão da bioenergia no mundo.

“O Brasil é, de longe, o país com maior disponibilidade de terra para plantio de cana para produção de bioenergia. O país é um exemplo raro, caso atípico, de produção de bioenergia a partir da cana com alta produtividade”, disse Luis Augusto Barbosa Cortez, professor da Unicamp e coordenador do projeto, durante o lançamento do livro.

De acordo com os estudos, além do Brasil, outros países da América Latina que tiveram sucesso no cultivo da cana foram a Colômbia, a Argentina e a Guatemala.

À exceção do Brasil, da Austrália e dos Estados Unidos, no resto do mundo a cana é cultivada por pequenos produtores, em propriedades agrícolas menores do que 10 hectares.

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