Sustentabilidade

Nova ferramenta permite comparar emissões por floresta em seis países

Uma nova ferramenta do projeto Climate Transparency Initiative (CTI), do Observatório do Clima, o ClimateWorks Tracker, unificou pela primeira vez a “linguagem” na qual as emissões de uso da terra são expressas

Uma nova ferramenta do projeto Climate Transparency Initiative (CTI), usando a metodologia do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), do Observatório do Clima, o ClimateWorks Tracker, unificou pela primeira vez a “linguagem” na qual as emissões de uso da terra são expressas, permitindo comparações diretas entre seis grandes emissores: Brasil, México, China, Índia, EUA e União Europeia. A nova ferramenta se soma às demais do Tracker, que já permitem acompanhar em detalhe as emissões e as trajetórias de emissão do setor de energia.

Somar bananas com bananas, no caso, é fundamental para avançar no rumo da descarbonização da economia global, tal como preconizado no Acordo de Paris. Ao possibilitar comparações de emissões de uso da terra com projeções, compromissos assumidos e cenários futuros o Tracker promove a capacidade da sociedade civil de atuar junto aos governos para que levem em conta tais efeitos no desenho, implementação e monitoramento das políticas públicas.

O setor de uso da terra e florestas representa uma fatia significativa das emissões globais. Diferentemente das emissões por energia (70% do total, ou 35,8 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2016), que deram sinais de estabilidade entre 2014 e 2016, suas emissões vêm subindo ano a ano. Em países como o Brasil, ele representa mais de metade das emissões totais. Por outro lado, também diferentemente do setor de energia, o uso da terra responde rápido a políticas públicas de mitigação.

O IPCC, o painel do clima das Nações Unidas, autoriza os países a descontar de sua contabilidade as chamadas remoções antropogênicas. O Brasil faz isso, considerando “antropogênicas” as remoções de CO2 por unidades de conservação e terras indígenas. Estima-se um fator de remoção e multiplica-se esse fator pela área florestal em TIs e UCs. O resultado é uma “deflação” que pode chegar a centenas de milhões de toneladas de CO2 equivalente nos inventários nacionais de emissão.

O ClimateWorks Tracker atualizado não só fornece esses serviços em relação ao uso da terra, mas também contextualiza as emissões e os sumidouros de carbono resultantes do uso da terra em relação ao setor de energia. Conheça o ClimateWorks Tracker clicando aqui.

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