07-07-2017

Mudanças climáticas: o planeta pede socorro

O iceberg pode causar muitos danos, já que mede mais de 5 mil metros quadrados, o que é equivalente, segundo o cientista, a quatro vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

            Mais um rompimento de plataforma de gelo na Antártida nesta semana chamou a atenção do mundo. Divulgado por um cientista norte-americano, John Abraham, professor de Ciências Térmicas da Universidade de São Thomas, em St. Paul, Minnesota, o iceberg gigante, quase se desprendendo da plataforma Larsen C, pode causar muitos danos, já que mede mais de 5 mil metros quadrados, o que é equivalente, segundo o cientista, a quatro vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o pesquisador, o rompimento é um dos principais pesadelos dos cientistas que estudam o clima. Esse tipo de perigo é o que vem sendo denunciado por estudiosos do mundo todo, nas mais diversas discussões sobre os riscos das mudanças climáticas e, recentemente, pelo Acordo do Clima de Paris.

O efeito das mudanças climáticas vem sendo acompanhado de perto pelos cientistas há muitos anos. O efeito do superaquecimento do planeta, devido ao aumento da produção de gases de efeito estufa, pelos seres humanos, vem resultando no aquecimento dos oceanos, o que agrava a situação das geleiras, provocando diversas fendas e o descolamento de icebergs.

A preocupação dos cientistas ganhou voz com o Acordo de Paris, que reuniu, em outubro de 2016, na cidade francesa 197 países com a meta de intensificar as ações mundiais de reação às mudanças climáticas e aos prejuízos delas resultantes.

O grupo assumiu o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa, para que a temperatura média do globo terrestre não aumente mais que 2°C (dois graus Celsius) em níveis pré-industriais. Nesse sentido, existe um esforço também em incentivar as iniciativas que limitem o aumento da temperatura em 1,5°C com base nos mesmos níveis.

O governo de cada nação concordou, então, que se empenhariam na redução da emissão dos gases poluentes, cada um dentro de sua realidade econômico/social. Tudo baseado nas Pretendidas Contribuições Nacionalmente Determinadas (iNDC), documento em que cada nação define a sua contribuição no acordo. O Brasil ratificou o acordo em setembro de 2016 com o comprometimento de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, chegando em 43% em 2030.

Não só os países, mas cada um de nós tem um papel importante para reverter esse cenário e uma das iniciativas que cada cidadão pode fazer é reduzir o consumo de combustíveis fósseis e buscar alternativas sustentáveis e menos poluentes, como abastecer carros e motocicletas com etanol. O etanol é uma fonte renovável, de menor custo de produção e capaz de neutralizar as emissões de CO2 na atmosfera. Esse combustível, também chamado de álcool etílico, é produzido por meio da fermentação de amido e outros açúcares, como o milho e a cana de açúcar.

A utilização do etanol é uma medida estratégica a fim de reduzir a emissão dos gases poluentes e minimizar seus danos ao meio ambiente. Quando comparado à gasolina, o etanol emite menos gases danosos à atmosfera em todo o seu ciclo, comprometendo menos a camada de ozônio e, consequentemente, a progressão do efeito estufa e a elevação da temperatura média do planeta.

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