03-08-2017

Mudanças climáticas: 2,5 milhões de pessoas ameaçadas pelo Zika e a Dengue

Neste mês de julho, o Discovery Channel lançou, mundialmente, o documentário: “Mosquito, uma ameaça no ar”. Ao longo de uma hora, pesquisadores mostram como as mudanças climáticas podem favorecer as epidemias, até então incontroláveis, e como elas podem acabar matando milhares de pessoas.

            Falamos bastante aqui sobre os impactos das mudanças climáticas na vida do planeta, mas existe mais uma agravante que damos pouca ou nenhuma atenção: a nossa saúde. Um estudo da University College London, na Inglaterra, mostra por meio de um modelo matemático como as mudanças climáticas, o crescimento populacional e o uso do solo podem prever, antecipadamente, surtos transmitidos por animais, como o Ebola e o Zika vírus. Analisando mais de 60% das doenças infecciosas da atualidade, eles mostram que os grandes surtos estão relacionados a fatores ambientais.

O Observatório do Clima ressalta a associação das mudanças climáticas, aumento da população e as más condições de saneamento são extremamente atrativos para a incidência do Zika vírus. Em entrevista para eles, o virologista Átila Iamarino, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), diz que quanto mais calor, mais as doenças vão se espalhar.

Nos dados apresentados pelo Observatório, do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, mostram que Brasil esquentou mais do que a média mundial no último século. O Nordeste, o centro do país e partes da Amazônia aqueceram de 1,2ºC a 1,6ºC desde 1960, em média. O número de noites quentes cresceu no país inteiro. Em alguns lugares, as temperaturas mínimas subiram 1,4ºC por década. Temperatura mínima é um parâmetro importante para o mosquito, porque o Aedes precisa de calor e água – e uma série de noites frias pode ser a diferença entre uma nova geração de insetos nascer ou não.

A preocupação dos cientistas de todo o mundo não é à toa. Neste mês de julho, o Discovery Channel lançou, mundialmente, o documentário: “Mosquito, uma ameaça no ar”. Ao longo de uma hora, pesquisadores mostram como as mudanças climáticas podem favorecer as epidemias, até então incontroláveis, e como elas podem acabar matando milhares de pessoas. O objetivo do documentário é mostrar a relação que existe entre os surtos de doenças como o Zika, Malária, Vírus do Nilo, Febre Amarela e Dengue, com a expansão dos mosquitos em nível global causada pelo tráfego de passageiros e de transportes, e pela subida das temperaturas no planeta.

O documentário foi filmado em quatro continentes. Conta as histórias de homens, mulheres e crianças que vivem com medo da próxima picada vir a ser fatal, e reúne entrevistas de especialistas, como o ex-diretor do Centro de Controle de Doenças, Thomas Frieden, e Bill Gates, da Fundação Bill & Melinda Gates, dos Estados Unidos. Apesar de termos alguns progressos na prevenção destas doenças letais, neste momento, cerca de 2,5 mil milhões de pessoas, em todo mundo, estão em risco de contrair essas doenças.

Além da transmissão mundial, a Discovery e a CARE2 colaboram em uma petição que convoca cidadãos de todo o mundo para pedir que seus líderes e autoridades locais ajam no combate às doenças. O filme está sendo exibido com a bandeira da Discovery Impact, uma série de documentários pioneiros com foco no impacto da humanidade no meio ambiente, e em iniciativas locais que podem contribuir para a solução de problemas globais.

Biotecnologias a favor da biodiversidade

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