Sustentabilidade

Mais de 90% dos brasileiros avaliam que a corrupção é um grande problema no país

Estudo da Transparência Internacional, chamado Barômetro Global da Corrupção, faz um raio X da corrupção na América Latina e Caribe

Uma pesquisa divulgada (23/09) pelo movimento Transparência Internacional mostra que mais de 50% dos brasileiros acreditam que a corrução no país aumentou. Os números são apontados pelo Barômetro Global da Corrupção, que registra que 90% da população pensa que a corrupção no governo é um “grande problema” e revela ainda o impacto da corrupção entre os cidadãos: 11% dos brasileiros já pagaram propinas ao utilizarem serviços públicos e cerca de 40% já receberam ofertas em troca de votos.

A pesquisa foi realizada com mais de 17 mil cidadãos em 18 países da América Latina e do Caribe. No Brasil, o levantamento foi conduzido pelo Instituto Ipsos, que realizou entrevistas presenciais com mil pessoas, entre fim de fevereiro e início de abril.

Além de um quadro sobre a opinião acerca da corrupção, a pesquisa apresenta dados sobre a visão dos latino-americanos e caribenhos sobre as instituições de seus países. Segundo a pesquisa, o nível de confiança no governo, tribunais e polícia é muito baixo em todos os países consultados. No Brasil, especificamente, instituições que geram maior desconfiança na população são o Congresso Nacional, os governos (local e federal) e a Presidência.

O Barômetro também fez perguntas sobre as experiências dos cidadãos com subornos relacionados a serviços públicos básicos. O Brasil apresentou uma das menores taxa de suborno geral: 11%, atrás de Barbados, 9%, e Costa Rica, 7%.

O estudo também revela que a corrupção afeta mais as pessoas mais vulneráveis. Mulheres são mais propensas a pagar propina por assistência médica e educação em escolas públicas. Além disso, pela primeira vez, o BGC explica a extorsão sexual: uma das formas mais significativas de corrupção baseada em gênero. Os dados também destacam a compra de votos, ameaças de retaliação caso os cidadãos não votem de determinada forma e a disseminação de fake news.

Apesar disso, o BGC traz esperança para mudanças positivas. Setenta e sete por cento das pessoas acham que os cidadãos podem ajudar a impedir a corrupção. A entidade afirma que, apesar desses desafios, a vontade das pessoas de fazer a diferença na luta contra a corrupção é extremamente positiva. Em linhas gerais, as pessoas têm o direito de denunciar a corrupção, exigir que os políticos tenham integridade e aproveitar oportunidades de moldar ativamente as decisões e processos que afetam as suas vidas, famílias e comunidades.

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