Bioenergia

Investe SP diz que biocombustíveis e energias renováveis atraem negócios

Para a Investe SP, a transição energética têm reflexo na estratégia de negócios das grandes petroleiras

A Investe SP divulgou que os biocombustíveis e energias renováveis atraem negócios. A entidade afirma que o aumento da produção de petróleo com a exploração gradual da camada pré-sal e a transição energética têm reflexo na estratégia de negócios das grandes petroleiras, que irão investir em gás natural, energias renováveis e biocombustíveis.

Segundo a entidade, junto ao óleo extraído nos campos chega o gás, o que deverá dobrar a produção do insumo para 250 milhões de m3 diários em 2030. Para reduzir as emissões de poluentes globais, o etanol brasileiro deve ganhar espaço diante de uma frota mundial que deverá dobrar de tamanho em 25 anos e atingir dois bilhões de veículos. Investimentos em plantas solares e usinas eólicas também comporão o portfólio de novos negócios.

Associado ao petróleo, o gás deverá ganhar espaço no consumo industrial e do setor elétrico. “Esperamos produzir mais gás com o desenvolvimento dos nossos campos de petróleo no Brasil”, destaca Kjetil Tugland, diretor de gás da Equinor. “Muitos negócios vão ser criados, temos um braço de comercialização de energia elétrica que pode ser o embrião de uma comercializadora de gás”, aponta Marcelo Menicucci, gerente geral de midstream da Shell Brasil Deepwater.

Outro desafio apontado pela Investe SP é criar mais convergência entre o gás natural e o setor elétrico. A maior intermitência na matriz, com o avanço de usinas eólicas e solares, exigirá energia térmica na base. Energia renovável também integra o portfólio de investimentos futuros das empresas. Equinor e Petrobras firmaram semana passada memorando para desenvolvimento de negócios em energia eólica offshore no Brasil. As empresas estão investigando ainda outras áreas de cooperação, incluindo o desenvolvimento de iniciativas em renováveis. A estatal brasileira não possui usinas eólicas no mar, enquanto a norueguesa opera três parques eólicos ao longo da costa do Reino Unido.

O presidente da Shell, André Araújo, ressalta que a transição energética implicará decisões difíceis para empresas, consumidores e governos, já que cumprir as metas do Acordo de Paris significa mudanças no sistema energético.

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