29-04-2017

Indústria da panificação cresce e se moderniza com o uso de enzimas

Consumidor busca produtos mais sofisticados, de alta qualidade, com ingredientes naturais aliados à alta tecnologia, com apelo saudável, natural, orgânico, diet ou light

             A paixão dos brasileiros pelos pães não é só demonstrada pela variedade de produtos que encontramos nas vitrines das padarias, confeitarias e supermercados, mas, também, pelos números que impulsionam o setor no país. Segundo o Sindicato das Indústrias de Panificação (Sindipan), no Brasil o consumo de pão per capita atual é de 27 quilos, mas ainda estamos na metade da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 60 quilos por pessoa. Já a Food Agricultural Organization (FAO) recomenda 50kg/per capita.

Esses dados mostram que é possível crescer muito neste mercado. Atualmente, são 52 mil empresas atuando neste segmento, gerando 580 mil empregos diretos, com um faturamento de R$ 28 bilhões por ano. De olho nesse mercado, entidades como Sebrae e Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip) firmaram um convênio com o propósito de ajudar os produtores a desenvolverem ainda mais seus negócios. A primeira iniciativa foi o lançamento de um estudo de mercado e tendências que analisou o período de 2009 a 2016.

Uma das oportunidades apresentadas nessa pesquisa é a tendência do consumidor em comprar produtos mais sofisticados, de alta qualidade, que tenham ingredientes naturais aliados à alta tecnologia, com apelo saudável, natural, orgânico, diet ou light. Esse direcionador do mercado produtivo serve, também, para a busca de inovação e tecnologia que auxiliem as indústrias e produtores a oferecem ao consumidor aquilo que eles procuram: um produto mais leve, crocante, macio e que não estrague rapidamente, com menor teor de aditivos químicos industriais.

Para atender esses desejos o segmento vem passando por uma transformação importante, impulsionada pelos avanços tecnológicos e também pela realidade do mercado, já que 76% dos brasileiros consomem pão no café da manhã e 98% da população são fiéis consumidores de produtos panificados. De acordo com a Abip, dos produtos fabricados no Brasil, 79% são gerados pelas padarias artesanais, que representam 96,3% do total de empresas da área. O modo de fazer pão está mudando, já que as fornecedoras de matérias-primas também estão se ajustando aos desejos dos consumidores.

Empresas como a Novozymes estão antenadas nesse setor e oferecem inovações para facilitar o dia a dia das indústrias e produtores de pães e derivados, como o uso de enzimas, que contribuem para melhorar a estabilidade da massa, o aumento do volume do pão, além da melhora da estrutura do miolo. Além disso, são soluções ideais para quem está com foco nos desejos dos consumidores, buscando substituir aditivos sintéticos por enzimas, que são substâncias de origem natural que possibilitam um menor impacto ambiental e riscos toxicológicos ainda menores para os consumidores.

Aqui no Bioblog você pode conferir diversas matérias sobre o uso de enzimas na indústria da alimentação. Confira!

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