Tratamento de água

Entidades lançam guia de cálculo de pegada hídrica em São Paulo

Guia permite calcular a quantidade de água utilizada na construção de edificações.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram (29/11/2019) em São Paulo (SP) um guia que permite calcular a quantidade de água utilizada na construção de edificações. O Guia Metodológico de Cálculo de Pegada Hídrica em Edificações está disponível gratuitamente para download.

Apresentado durante o seminário “Conservação de Água e Uso de Fontes Alternativas em Edificações – Diferencial Competitivo para Empreendimentos”, o guia teve como consultora técnica a empresa Infinitytech Engenharia e Meio Ambiente.

A diretora técnica da Infinityech, Virginia Sodré, explicou que, a partir do cálculo da pegada hídrica, incorporadoras, construtoras e clientes poderão tomar decisões para aperfeiçoar seus projetos e compras e, assim, racionalizar o consumo de água.

“No futuro, os empreendimentos poderão ser etiquetados quanto ao impacto sobre o consumo de água, a exemplo da etiquetagem já existente de equipamentos e edificações, que atesta o grau de eficiência no consumo de energia”, afirmou.

Uso racional dos recursos naturais

Presente no lançamento, o assessor sênior do PNUD, Haroldo Machado Filho, especialista em desenvolvimento sustentável, enfatizou que a participação de vários atores de diferentes setores – entre eles, governo, iniciativa privada, sociedade civil organizada e agentes de financiamento – é importante para o desenho e implementação de políticas públicas eficazes para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), dentre os quais se prevê acesso universal à água potável e ao saneamento básico até 2030.

A coordenadora do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP e da comissão de estudos da ABNT que elaborou a norma de conservação de água em edificações, Lilian Sarrouf atribuiu as legislações mal feitas sobre o tema à falta de normas técnicas que lhes deem embasamento, e destacou o protagonismo da construção civil na elaboração do regramento.

Segundo ela, legislações eficientes devem promover boas práticas, incentivá-las e fornecer diretrizes, e não devem obrigar a determinadas práticas sem viabilidade, especificar soluções, definir questões técnicas, restringir avanços e gerar insegurança. Ela enfatizou que o uso de fontes alternativas pode se tornar viável se feito de forma articulada entre poder público e iniciativa privada, buscando compatibilizar as leis de saneamento e dos códigos de obras.

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