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Fontes alternativas para a produção de Etanol

Produção de etanol - Fontes alternativas

O biocombustível etanol é produzido por uma reação biológica que, basicamente, converte açúcar no álcool, é a Fermentação. Para que essa reação ocorra, podemos usar vários tipos de matérias primas além do Milho e da Cana-de-Açúcar, comumente conhecidas.

O Etanol, além ser fundamental para a produção de diversos produtos, como bebidas alcóolicas, em plásticos renováveis e produtos de limpeza, é um biocombustível que agride menos a natureza, por ser de fonte renovável e emitir menos gases do efeito estufa, quando comparado com combustíveis de base fóssil. Estamos acostumados a ler e ouvir sobre a produção de etanol a partir do milho ou da cana-de-açúcar, que também são as principais matérias-primas brasileiras para produção deste biocombustível. Mas, queremos mostrar aqui que o etanol também pode ser feito com outros tipos de matérias-primas,  como os resíduos, o que favorece ainda mais a produção deste biocombustível e aumenta a variedade de fontes pelas quais pode-se refinar o etanol.

De forma resumida, o etanol é produzido por uma reação biológica, chamada fermentação, que converte uma fonte de açúcar em álcool. Essa fonte de açúcar pode vir dos mais diferentes tipos de matérias-primas, de onde ele pode estar presente em alta quantidade ou possui a necessidade de ser extraído.

Os tipos de matérias-primas utilizadas para a produção de etanol podem ser divididas de acordo com o tipo de açúcar que as compõem (o açúcar mais presente na matéria-prima). Elas podem ser: Celulósicas, contendo altas quantidades de celulose (como a madeira e o bagaço), açucaradas, que contêm concentrações muito altas de açúcares que são fermentados mais rapidamente (como mel e a cana-de-açúcar) e, por último, as matérias primas amiláceas, que contêm altas quantidades de amido em sua composição (como em alguns cereais e grãos, é o caso do milho).

Mundialmente falando, as grandes matérias-primas para produção de etanol são o milho (que se encaixa em uma matéria prima amilácea) e a cana-de-açúcar. Mas muitos países estão encontrando formas de diversificar a produção com fontes alternativas, e que são obtidas com facilidade dentro do país. Por exemplo, a Europa tem como carro-chefe para produção do biocombustível a beterraba branca (uma variação da roxa que conhecemos, veja na imagem abaixo), que é uma matéria prima açucarada. Países como Uruguai, México e Estados Unidos investem em refinarias com produção de etanol a base de sorgo sacarino (outro tipo de matéria prima açucarada, pela quantidade alta de açúcares simples, mas que possui uma similaridade na aparência com o milho).

Muitas dessas novas possibilidades já estão sendo investigadas no Brasil. Além de se destacar pelo uso de cana-de-açúcar, e pelo reaproveitamento do seu bagaço, temos diversos investimentos na produção de etanol a base de milho, e também a base de soja. Mas também já são vistos investimentos em matérias primas como eucalipto, o próprio sorgo e até da mamona.

Alguns dos tipos de matérias-primas ainda exigem pré-tratamentos para deixar o açúcar mais aproveitável pela fermentação, e assim aumentar o rendimento do processo. Um processo enzimático é um exemplo disto. As enzimas ajudam a quebrar estruturas complexas de açúcares presentes em matérias-primas como as do tipo celulósico (bagaço da cana-de-açúcar), por exemplo, e deixam o processo de conversão mais rentável. É uma forma cada vez mais aplicada em indústrias de diferentes países para variar o potencial competitivo de geração de etanol.

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