14-08-2017

Ethanol Summit: Volume de Biocombustíveis no mercado deve quase dobrar com o RenovaBio

Com o RenovaBio haverá expansão do consumo de biocombustíveis com o aumento da oferta de etanol, do percentual de biodiesel na mistura com diesel e por meio da parcela de etanol de Segunda Geração.

            Uma das grandes expectativas da edição do Ethanol Summit deste ano foi o programa RenovaBio, que visa garantir um aumento de 18% de bioenergia sustentável na matriz energética do país até 2030, além de quase dobrar o volume de biocombustíveis no mercado, que deve quase dobrar.

Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, a iniciativa RenovaBio busca ampliar a participação dos combustíveis renováveis de forma compatível com o crescimento do mercado. “Além disso, está em harmonia com o compromisso de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética até 2030, conforme as metas firmadas na COP-21, em Paris. O RenovaBio não é uma política de gabinete, isolada da realidade. Ficou claro durante o processo de construção desse programa que, isoladamente, ninguém tinha respostas para os desafios que nós propúnhamos enfrentar”, destacou.

Com o RenovaBio haverá expansão do consumo de biocombustíveis com o aumento da oferta de etanol, do percentual de biodiesel na mistura com diesel e por meio da parcela de biocombustíveis de Segunda Geração. “Será necessário um aumento significativo de produção. O Brasil produz, anualmente, em média, 30 milhões de litros de etanol por safra. O objetivo é que essa produção aumente em 20 bilhões de litros, quase dobrando”, explicou.

Para o secretário, o RenovaBio é baseado na previsibilidade e na sustentabilidade ambiental, econômica e social, e compatível com o crescimento do mercado. “Sem dúvida, o programa estimulará o investimento do setor sucroenergético. As novas usinas terão clareza e perspectiva confiável de que haverá um mercado praticamente garantido para elas até 2030. Basta apenas que elas façam uso das melhores práticas e tecnologias para a produção de etanol, para que assim produzam um combustível com baixa emissão de carbono e consigam um nota alta para a usina”, comentou.

Félix também ressaltou que as práticas anticompetitivas serão combatidas por meio de incentivos para a participação no mercado de biocombustíveis certificados, ou seja, avaliados em relação à pegada de carbono e, consequentemente, premiados em proporção à nota obtida. “Uma das medidas do RenovaBio é reunir em uma política única todos os biocombustíveis que igualem o potencial de cada fonte em um só modelo. Além disso, também está previsto um plano de ações para que as emissões totais de CO2 dos combustíveis consumidos no Brasil sejam menores. Para alcançar esse objetivo, o RenovaBio prevê uma regulamentação para atender à eficiência dos biocombustíveis e, consequentemente, diminuir a emissão de gás carbônico de todos os combustíveis comercializados no País”, reforçou.

Outro dado apresentado pelo Secretário é que as primeiras estimativas sobre o RenovaBio preveem um grande investimento no setor com o programa. Só o de etanol devem receber investimentos em torno de R$ 90 bilhões até 2030, com a geração de mais de 400 mil empregos.

Biosoluções

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