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Etanol 1,5G: A inovação a favor do desenvolvimento de biocombustíveis!

Etanol Milho (1,5G)

Você já deve ter ouvido falar de etanol 1G e etanol 2G… Mas, o que acontece quando a tecnologia junta os dois tipos? Para inovar no mercado de biocombustíveis, e fazer melhor uso das matérias primas, começa o desenvolvimento de processos para o etanol 1,5G!

O Brasil se destaca por sua produção do biocombustível etanol (ou bioetanol, como as vezes é chamado), sendo um dos líderes mundiais no ramo. Basicamente, a base de fabricação que define o bioetanol como sendo de primeira geração precisa ser uma fonte que também tenha aplicações alimentícias, como a cana-de-açúcar e o milho. Mas existem até quatro gerações que dividem os biocombustíveis. Você sabe o que significam todas essas gerações?

Já vimos neste post um pouco sobre essas quatro gerações que dividem os tipos de bicombustíveis, mas, basicamente, essa divisão é feita com base na matéria prima utilizada para gerar o combustível, seja ele diesel, biogás, ou o etanol.

Por exemplo, o etanol de primeira geração é também denominado de tal forma quando for feito a partir de fontes que sejam ricas em açúcares simples de serem convertidos. Já o de segunda geração é feito a partir de resíduos de diversos processos, como até mesmo de resíduos do processo de primeira geração, como palhas de milho e bagaços de cana. Esses tipos de matéria prima também são chamados de biomassa lignocelulósica (ou apenas biomassa como popularmente falamos), que exigem processos mais complexos para que o açúcar nelas presentes seja liberado e convertido em etanol.

Cada uma dessas gerações possui tratamentos específicos direcionados a aumentar a disponibilidade do açúcar e otimizar a produção do bioetanol (tanto que enzimas fazem parte do processo, e são essenciais para a obtenção efetiva do biocombustível!). Mas, nos últimos anos, estão surgindo pesquisas que buscam unir tecnologias da primeira e da segunda geração em um único processo, surgindo o chamado biocombustível de geração 1,5 ou o etanol 1,5G.

Esse processo é inovador por otimizar a estrutura de refinarias originalmente voltadas para a produção de etanol 1G a partir de processos tecnológicos utilizados com etanol 2G. Com essa hibridização de processo, seria possível reduzir gastos do processo e fazer melhor uso de fontes alternativas para produzir o combustível. Isso por que esse novo processo conseguiria retirar quantidade ainda maiores de açúcares da biomassa usada como matéria prima, por conseguir converter ainda mais cadeias complexas de açúcar, originalmente pouco convertidas, no produto final desejado.

Especialistas afirmam que essa inovação tecnológica seria considerada um aspecto importante para o futuro dos biocombustíveis, principalmente no Brasil, onde já existem projetos em andamento para implantação de usinas 1,5G. Isso irá refletir uma maior produção de combustíveis renováveis, e uma oportunidade de usar de forma mais sustentável os recursos necessários para a produção de energia. É novamente a biotecnologia atuando a favor do ambiente e de todos!

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