Sustentabilidade

Estudo aponta o benefício das árvores para as cidades

As árvores também podem esfriar significativamente as temperaturas nas cidades

Não é novidade, mas as árvores podem contribuir ainda mais para a nossa qualidade de vida. É o que explica um novo estudo, chamado “Árvores e os efeitos da floresta na qualidade do ar e na saúde humana nos Estados Unidos“, que aponta que o material particulado, resultante da poluição e que é prejudicial aos pulmões, é retido na superfície das árvores, enquanto as folhas atuam como filtros, absorvendo gases poluentes.

Mas o estudo também alerta que, embora as árvores possam mitigar o efeito da poluição do ar, os depósitos de poluentes atmosféricos nas folhas também podem prejudicar a fotossíntese e, portanto, afetar potencialmente a remoção da poluição pelas árvores.

As árvores também podem esfriar significativamente as temperaturas nas cidades. Em climas quentes, mais árvores podem reduzir o gasto de energia com ar condicionado, diminuindo o consumo de combustíveis fósseis poluidores. Investigações experimentais e estudos de modelagem nos EUA mostraram que a sombra das árvores pode reduzir os custos das casas com ar condicionado em 20% a 30%.

“As árvores poderiam reduzir a temperatura das cidades em até 8°C, reduzindo o uso de ar condicionado e as emissões relacionadas em até 40%”, diz Simone Borelli, engenheira agroflorestal e urbana da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O plantio de árvores urbanas tem que ser feito corretamente. As espécies plantadas devem ser aquelas mais eficazes na captura de poluição, normalmente, aquelas com folhas grandes. As autoridades também precisam levar em conta questões como padrões de vento e espaçamento entre as árvores. Se a água é escassa, precisarão considerar as variedades tolerantes à seca, e evitar as árvores que aumentam o pólen e as alergias.

A ação é ainda mais importante considerando que a urbanização está se acelerando — a proporção de pessoas que vivem nas cidades será de 60% em 2030 e de 66% em 2050. Quase 90% desse aumento ocorrerá na África e na Ásia. Para abordar os impactos desse rápido crescimento e os desafios relacionados, é necessário um esforço de larga escala.

Em 1º de março de 2019, a Assembleia Geral da ONU estabeleceu a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas 2021-2030, que deve dar um novo impulso aos esforços de plantio de árvores.

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