Sustentabilidade

Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia? E isso existe mesmo?

Engenharia de Bioprocessos

Existe, e como! A junção da Engenharia com a Biotecnologia abriu novos horizontes no desenvolvimento científico de processos e produtos.

O profissional formado nesse curso tem todo o conhecimento para aplicar nas principais áreas de estudo da Biotecnologia, com o adicional dos conhecimentos de exatas, como física, geometria, cálculo, termodinâmica, programação… E saber dessa amplitude de áreas possibilita, principalmente, melhorar e otimizar antigos processos com novas tecnologias pensadas pela Engenharia de Biotecnologia, como é o caso do uso de Biorreatores.

Biorreatores são equipamentos essenciais hoje quando se precisa estudar e produzir determinado microrganismo, pois neles é possível monitorar todas as condições necessárias para o crescimento adequado desse organismo, como pH, temperatura e quantidade de oxigênio, sem ter o risco de contaminação. E para montar um Biorreator, são utilizados conhecimentos em instrumentos, materiais, programas de controle de processo, dinâmica de fluídos, todos esses que são aprendidos por um Engenheiro de Bioprocessos (Ou Engenheiro de Biotecnologia, Engenheiro Bioquímico, Engenheiro Biotecnólogo, temos muitos nomes!). Esse equipamento tornou-se peça chave atualmente na produção de enzimas e microrganismos na indústria, por exemplo, já que consegue manter o produto com grande qualidade para ser extraído e comercializado.

A área de programação aprendida em Engenharia também está se tornando crucial para o desenvolvimento de duas áreas em expansão na Biotecnologia: a Bioinformática e a Engenharia Genética. A Bioinformática surgiu a partir da necessidade de um estudo mais aprofundado das funções do DNA dos seres vivos por programas de computador avançados, que identificam com agilidade e precisão dados biológicos específicos presentes em sequências genéticas. Isso significa, identificar a função e o porquê de cada parte do nosso código genético, e de outros seres vivos, existir. E também se essas partes podem se transformar em produtos, onde se aplica a Engenharia Genética, que nada mais é que o uso de tecnologias modernas para otimizar o processo de DNA recombinante (Lembra que falei disso no post sobre saúde?).

Outro ponto que foi pincelado no post de Saúde algumas semanas atrás foi o de Biopróteses. Saber calcular precisamente como essa prótese irá ser construída, com quais dimensões, e ainda qual o melhor material que pode ser usado para não causar danos ao indivíduo que precisa dela, traz mais uma atuação de um Engenheiro de Bioprocessos à tona. Hoje, esse profissional é essencial na pesquisa e desenvolvimento de novos biomateriais que possam ser produzidos e que tenham condições físicas de se tornarem não somente próteses de braços ou pernas, mas também de tecidos (como pele e músculos) que se aproximem da realidade humana.

Essas foram algumas das aplicações fazendo uso íntegro da Engenharia na Biotecnologia. Nas últimas semanas também vimos um pouco de outras áreas que fazem parte do que estudo como aluna de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, e como vejo, com esse olhar biotecnológico, a presença delas no nosso cotidiano.

Sou apaixonada por Biotecnologia há anos, e continuo me apaixonando mais a cada dia. E agora me diz, conseguiríamos viver sem a biotecnologia? Me conta nos comentários! 😀

Me diga também o que achou de todas as áreas, e não esqueça de curtir! Até a próxima!

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4 comments

  1. Impossível viver sem biotecnologia! Biofarmacos, transgênicos, etanol, fermento,… a lista é longa e a dependência é altíssima dependência na sociedade.

    1. Exato Gabriel! A Biotecnologia é fundamental!

    2. Não seríamos nada sem ela! Haha
      E só vamos melhorar com seu desenvolvimento 🙂

  2. Ahhhh a biotecnologia!! Transformando o mundo em um lugar melhor!
    Ótimo texto Leticia!

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