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Empresas protagonistas do futuro sustentável foram premiadas no Fórum Brasil Bioeconomia

Prêmio Brasil Bioeconomia destacou três importantes empresas que atuam em prol do futuro sustentável

O Fórum Brasil Bioeconomia 2018, realizado no mês de julho, em São Paulo, reuniu mais de 200 representantes da indústria e do governo, além de investidores, pesquisadores e a sociedade civil para falar sobre a importância da biotecnologia para um futuro mais sustentável.

Nesta primeira edição lançaram também o Prêmio Brasil Bioeconomia 2018, que certificou as empresas Ideias da Embrapa Agroenergia, Integra Bioprocessos e Raízen. As soluções apresentadas pelas empresas foram escolhidas pela comissão julgadora como exemplos inovadores para acelerar a consolidação da bioeconomia avançada brasileira.

Segundo o presidente da realizadora do Prêmio, a Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), Bernardo Silva, a bioeconomia avançada é o caminho para encararmos os principais desafios da humanidade, a exemplo daqueles relacionados à erradicação da pobreza, à segurança alimentar, à saúde e às mudanças climáticas. “Estamos felizes pelo altíssimo nível das mais de 30 soluções apresentadas pelos candidatos e ainda mais satisfeitos em anunciar os ganhadores, projetos inovadores que estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, comemora Bernardo. Os ODS são metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o cumprimento de uma agenda de desenvolvimento sustentável até 2030.

Conheça os projetos vencedores:

Embrapa Agroenergia – Bioprocesso para produção de ácido xilônico a partir de hidrolisados de biomassa lignocelulósica – foi o premiado na categoria Ideia. Segundo João Ricardo M. Almeida, coordenador técnico do projeto e chefe adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, a iniciativa tem como objetivo agregar valor a resíduos agroindustriais, mais especificamente com o aproveitamento do açúcar xilose presente em biomassas – como no bagaço de cana-de-açúcar. Ainda segundo o pesquisador, o prêmio representa a valorização da biotecnologia no Brasil e um incentivo ao desenvolvimento de produtos de vanguarda. “É gratificante saber que estamos no caminho certo; estamos orgulhosos do nosso trabalho e de termos sido reconhecidos”, completa.

Integra Bioprocessos: O projeto da start-up de biotecnologia utiliza o principal resíduo da indústria de biodiesel para produção de um bioplástico, o Poliácido Lático. A proposta, que está alinhada ao conceito de economia circular, não deixa resíduos e reduz os impactos no meio ambiente. “Atualmente, temos milhares de toneladas de plástico depositadas nos oceanos. A tecnologia que desenvolvemos resulta na produção de um tipo de bioplástico – o Poliácido Lático – que pode ser degradado em menos de um mês, ao contrário dos 1.000 anos de um plástico comum”, afirma Nádia Skorupa Parachin, Sócia Co-Fundadora da Integra Bioprocessos.

Raízen: O projeto “Produção industrial de etanol segunda geração a partir de xilose”, foi o escolhido na categoria Empresas-Âncora. A iniciativa propõe a utilização integral dos açúcares presentes no bagaço da cana-de-açúcar. Com isso, é possível aumentar a produtividade de etanol por área plantada em torno de 35%. A proposta também contribui para a diversificação e absorção de mão de obra altamente especializada em um setor tradicional do agronegócio, com geração de novos empregos, contribuição para o fortalecimento da economia e benefício direto para a sociedade. “Nosso objetivo é contribuir de forma significativa para que o setor agrícola e sucroenergético brasileiro assuma uma posição de protagonismo tecnológico no mundo. Vivemos um movimento de migração para geração de energia a partir de fontes renováveis, como a biomassa. O Brasil e a Raízen estão no centro desse esforço para enfrentar os desafios que se apresentam nos próximos anos, apostando em ferramentas de biotecnologia e tendo a inovação como fio condutor desse processo”, explica Raphaella Gomes, Head da Raízen Ventures.

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