Bioenergia

Em Portugal, Orçamento do Estado deve incentivar biocombustíveis com origem em resíduos

Empresa pública de transportes adota veículos movidos a biodiesel em Lisboa

Depois que a Carris – Transportes Públicos Lisboa (Portugal) introduziu em sua frota veículos movidos a biodiesel com origem em óleos alimentares usados (fornecido pela Prio), a associação ambientalista Zero aproveitou a ocasião para parabenizar as duas empresas e solicitar ao Governo português a inclusão de medidas para aumentar a utilização de biocombustíveis com origem em resíduos no Orçamento do Estado (OE 2020), de forma a se cumprir a meta de 10% que o país precisa bater para incorporação de energias renováveis nos transportes terrestres. Estas formas de energia reduzem as emissões de dióxidos de carbono, contribuindo para diminuição das mudanças climáticas.

Em nota, a associação ambientalista lembra ainda que “é fundamental que o Governo corrija o erro crasso que cometeu na aprovação do OE2019, em que reduziu a incorporação nos transportes terrestres dos biocombustíveis com origem em resíduos”.

Segundo a Zero, o Governo argumentou que o objetivo da redução era diminuir o custo do gasóleo. Em resposta, a associação ambientalista emitiu um comunicado esclarecendo que a utilização de biocombustíveis produzidos a partir de resíduos não tinha qualquer influência no preço daquele combustível.

No mesmo comunicado, a Zero espera que, “desta vez, o Governo faça melhor as contas e perceba que se queremos realmente avançar para a neutralidade carbônica temos de aproveitar todas as possibilidades que estão à nossa disposição e os biocombustíveis com origem em resíduos são uma parte fundamental dessa equação, porque não implicam um aumento do custo dos combustíveis e porque, para além disso, se inserem na lógica da economia circular”.

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