24-04-2017

“E se nós pudéssemos combater a pobreza, a fome e a poluição?” Utilizando a mesma quantidade de terra?

Com o apoio das biosoluções é possível ter mais produtividade agrícola com menor impacto ao meio ambiente

            Como seria se pudéssemos ter mais produtividade agrícola, menor impacto do solo, uma melhor alimentação animal, menor geração de poluentes e, ainda, fomentar novos negócios?

Essas perguntas permearam o novo estudo da Novozymes, uma análise que comparou o atual modelo de produção por hectare e como os recursos poderiam ser ampliados com o apoio das biosoluções, como as enzimas, que aceleram as reações químicas de forma natural, otimizando os processos de produção e fabricação substituindo o uso de substâncias químicas. Com isso, elas geram mais economia e ajudam a reduzir a emissões de gases de efeito estufa.

No estudo, apresentado em 24 de abril de 2017, os pesquisadores buscaram respostas que ainda pudessem atender as recomendações da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, entre elas a melhoria da eficiência da produção agrícola, a eficiência da produção e do fornecimento de energia, melhorar a conversão alimentar de cada animal, reduzir o uso da terra, proporcionar uma alimentação animal equilibrada e reduzir o uso de sistemas de manejo de dejetos líquidos descobertos.

Com essas premissas, a empresa conduziu o estudo chamado “The Acre Study”, que trabalha com o objetivo de responder à pergunta: “E se nós pudéssemos combater a pobreza a fome e a poluição?”. O estudo discorre sobre como é possível gerar mais valor na cadeia da agricultura usando a biotecnologia. Para a análise, foram feitos levantamentos sobre a atual produtividade de um Acre (0,404 hectares) utilizado para a criação de frangos nos Estados Unidos. A produção de milho, atualmente, rende 153 bu/ca (Bushel por Acre) ou 9,6 Toneladas por hectare de milho que podem alimentar 900 frangos. Os levantamentos demonstraram como a biotecnologia pode ajudar os produtores a rentabilizar ainda mais o negócio, com uma produção mais sustentável e aproveitando melhor a terra para a geração de novos produtos, utilizando o adicional produzido para a geração de bioenergia, etanol, além da diminuição do impacto das emissões de CO2.

A utilização dos microrganismos no plantio contribui para melhorar a produção, por exemplo, do milho. É possível produzir muito mais com a mesma quantidade de terra. Hoje, o fósforo é o nutriente que mais limita a produção agrícola. Com o apoio das biosoluções aplicadas nas sementes do milho antes do plantio, que são revestidas com microrganismos, há uma menor utilização do fósforo do terreno, deixando-o mais disponível para as plantações. O rendimento da colheita, demonstrado no estudo, sobe para 156 bu/ca ou 9,8 Toneladas por hectare, contra as 153 ou 9,6 colhidas no manejo tradicional.

Com esse rendimento, é possível continuar alimentando a mesma quantidade de aves (900), mas a produção extra pode ser utilizada para novos negócios, como a geração de energia e a produção de biocombustíveis. Ao aplicar essas medidas, o agricultor substitui os combustíveis fósseis e diminui em 1 tonelada a emissão de CO2.

Saiba mais sobre algumas conversões apresentadas no artigo:

 

  • bushel(bu) (trigo e soja) = 27,2183 kg
  • bushel(bu) (milho) = 25,40 kg
  • 1 tonelada = 36,741 bushel(trigo e soja)
  • 1 tonelada = 39,370 bushel(milho)
  • 1 acre = 0,404686 Hectares
  • 1 hectare (ha) = 2,47105 acres (ca)

 

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