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Discussões sobre a crise na Venezuela, guerra comercial e criptomoedas marcam a primeira reunião do G20 em Buenos Aires

Discussões sobre a crise na Venezuela, guerra comercial e criptomoedas marcam a primeira reunião do G20 em Buenos Aires

Uma das propostas da reunião do G20 foi a criação de um fundo internacional para ajudar os refugiados, que fogem da crise social, econômica e humanitária da Venezuela

Na primeira agenda do ano do G20, em Buenos Aires, na última terça-feira, 20 de março, os ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais assumiram um compromisso na construção de uma agenda positiva para o comércio internacional. O encontro dos 20 aconteceu logo após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que os Estados Unidos farão sobretaxa extraordinária às importações de aço e alumínio. No encontro, as discussões partiram para o combate à “guerra comercial”, a manutenção de uma atividade que deve buscar mais isonomia, geração de empregos, trabalhos e produtividade, além do fim do protecionismo.

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, com outros 13 ministros, também dedicaram o encontro para discutir a crise na Venezuela e a sua dívida externa. Os debates foram em torno da criação de um fundo multilateral para atender aos venezuelanos que estão cruzando as fronteiras de países como o Brasil e Colômbia para fugir da atual situação do país. O resultado desse encontro gerou uma proposta que será apresentada, em abril, para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo Meirelles, “o dinheiro do fundo seria para assistência, acomodação e direcionamento desses refugiados fora da Venezuela”. Ele lembrou que já existem 300 mil venezuelanos na Colômbia e 40 mil no estado brasileiro de Roraima, entrando pela região da mata da Amazônia.

Além da proposta de criação de um fundo foi discutida também a dívida que a Venezuela tem com alguns países, como o Brasil, conforme explicou o ministro em entrevista após o encontro. “O governo brasileiro optou por cobrar o pagamento da dívida, de US$ 1,3 bilhão, e os venezuelanos já pagaram o que venceu”, explicou.

Outro tema também ganhou repercussão no encontro, as Criptomoedas, a dificuldades dos países em controlar e taxar internacionalmente essa moeda virtual que já está envolvendo grandes lucros para as empresas e investidores em todo o mundo.

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