05-12-2017

De 1995 a 2016, 52 mil pessoas foram resgatadas de trabalho escravo no Brasil

Em todo o mundo são 40 milhões de pessoas em condição de trabalho escravo.

Camila Pitanga, Wagner Moura, Eduardo Suplicy e Iberê Thenório. O que eles têm em comum? Todos estão engajados em uma campanha extremamente importante de combate ao trabalho escravo.

Idealizada pela agência Ideal H+K Strategies para a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, com o apoio do Ministério Público do Trabalho, a campanha #SOMOSLIVRES busca conscientizar e esclarecer os brasileiros sobre as principais violações de direitos de trabalhadores que são privados, ainda hoje, dos seus direitos e da sua dignidade.

#SOMOSLIVRES apresenta, como argumentos, quatro pontos principais que servem para explicar à população o que é o trabalho escravo: aquele que tem jornada exaustiva, é forçado, com condições degradantes e restrição da locomoção em razão de dívida.

Uma pesquisa, realizada em 2016, pela IPSOS/Repórter Brasil mostra que 70% dos brasileiros acreditam que há trabalho escravo no país. Mas quando questionados sobre o que é, a maioria não sabe dizer.

O esclarecimento sobre essa atividade ilegal é fundamental para ajudarmos a eliminar esse problema. Segundo a agência Repórter Brasil, no país, desde 1995 até 2016, 52 mil trabalhadores, com idades entre 18 e 44 anos, expostos a situações degradantes, foram resgatados. A maioria, vítimas silenciosas do trabalho escravo rural.

Essa situação grave chama a atenção do mundo. Em setembro, a Organização Mundial do Trabalho divulgou o relatório Global estimates of modern slavery (Estimativas globais da escravidão moderna) que apresenta números assustadores. Em todo o mundo são 40 milhões de pessoas em condição de trabalho escravo.

A organização alerta que, se não houver maior esforço por parte dos governos em todo o mundo, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visa a erradicação da escravidão até 2025 não será alcançado.

As estimativas mostram que as mulheres e meninas são as mais afetadas pela escravidão moderna, representando quase 29 milhões (71% do total). As mulheres representam 99% das vítimas do trabalho forçado na indústria do sexo.

O ODS8 trata do trabalho descente e do crescimento econômico sustentável, com a proposta de unir a sociedade, empresas, governos e organizações a buscarem soluções para o combate ao trabalho escravo, oportunizando pleno emprego e trabalho decente para todos. Entre as medidas propostas estão a atuação radical contra o trabalho forçado, a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, bem como assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas.

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