Educação

Dados do Inep mostram que 55% das escolas brasileiras não têm biblioteca ou sala de leitura

Lei de 2010 determina que até maio de 2020 todas as escolas brasileiras tenham biblioteca, e a Comissão de Educação da Câmara acompanha o cumprimento da lei

Das 180 mil escolas brasileiras, 98 mil ou 55% não têm biblioteca escolar ou sala de leitura. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e foram apresentados pelo coordenador-geral dos Programas do Livro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Lauri Cericato, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Conforme informou a Agência Câmara, o debate foi promovido pela Comissão de Educação e discutiu o processo de implantação da Lei 12.244/10, que determina que até maio de 2020 todas as escolas brasileiras – públicas e privadas – tenham bibliotecas escolares. O número de livros da biblioteca deverá ser de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. A Lei 9.674/98, que trata da profissão de bibliotecário, prevê a supervisão obrigatória desses profissionais em todas bibliotecas.

Para que a lei de universalização das bibliotecas escolares possa ser cumprida, o representante do FNDE sugere que escolas que tenham até 150 alunos possam disponibilizar acervo de leitura na própria sala de aula, com supervisão do professor. “Uma escola que tem até 150 alunos provavelmente só tem uma sala no espaço físico. Demoraria muito para que a gente conseguisse ampliar a estrutura dessas escolas, e nós temos urgência em colocar o acervo na mão dos professores”, disse.

Cericato também sugeriu critérios mais flexíveis para escolas com até 500 alunos. Ele pediu a revisão rápida e urgente da lei. E também sugeriu desonerar doações para bibliotecas e classificar livro de biblioteca escolar como bem de consumo, e não como bem de patrimônio.

Já Ivan Siqueira, do Conselho Nacional de Educação, avalia que é preciso não apenas implantar apenas espaço que contemple livros, mas aproveitar as possibilidades de projetos pedagógico que a biblioteca pode oferecer. “Temos que ter, mas temos que ter motivos para ter”, disse.

Literatura e tecnologia abrem novo universo para a leitura

Hoje a união da tecnologia, literatura e internet é uma realidade que está apenas a um toque do nosso indicar nos nossos celulares. Alunos e leitores do país já contam com livros-aplicativos que unem os grandes clássicos da literatura, com tecnologia de ponta, para abordar temas relacionados ao cotidiano de cada um de nós, como sustentabilidade, fome, pobreza, falta de água, preservação do meio ambiente, igualdade de gênero, produtividade consciente, além de outros milhares de temas que podem ser intercalados, em sala de aula – ou fora dela – para despertar a consciência, o interesse pela leitura e pela atuação social.

Um exemplo disso é a Coleção Novozymes Nova Perspectiva, uma iniciativa da empresa Novozymes pensada para auxiliar alunos e professores a trabalharem temas multidisciplinares de uma maneira lúdica, pratica e criativa, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), com foco nas pessoas, no planeta, na prosperidade, paz e parcerias, com a proposta de contribuir para que a humanidade chegue ao ano de 2030 com desenvolvimento sustentável.

Por meio de três livros-aplicativos, desenvolvidos com ilustrações animadas, efeitos de áudio e um roteiro interativo, os apps ajudam a tornar a leitura de importantes clássicos da literatura, relacionados com aspectos essenciais da Biologia, mais instigante e reflexiva, além de ajudarem a promover uma série de reflexões sobre a sustentabilidade. Conheça mais sobre este projeto acessando a página: http://www.bioapp-novozymes.com.br/

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