Sustentabilidade

Conheça alguns projetos para diminuir o aquecimento nas cidades

Telhados frios, telhados verdes, uso da água do mar são alguns dos exemplos para diminuir o aquecimento nas cidades

Existem esforços globais e locais para abordar a eficiência energética e o impacto climático do setor de refrigeração, em particular por meio da Emenda Kigali ao Protocolo de Montreal. Essas ações podem fazer uma enorme diferença, mas as cidades podem fazer muito mais.

A Cool Coalition, uma rede global que conecta mais de 80 parceiros, está trabalhando para uma rápida transição global para um resfriamento eficiente e favorável ao clima. Ela atuará com as cidades C40 (grupo formado pelas grandes cidades mundiais que estão empenhadas em debater e combater a mudança climática) e sua rede de mais de 90 membros para compartilhar conhecimentos e integrar o resfriamento urbano em seus planos de ação climática.

Ao implementar estratégias de refrigeração limpa, as cidades podem não apenas reduzir a demanda por refrigeração, mas alinhar suas políticas com outras áreas de importância, como qualidade do ar, saúde pública e resiliência energética.

As cidades C40 estão se aprofundando em soluções para diminuir o aquecimento, no C40 World Mayors Summit, encontro em Copenhague para trocar experiências e compartilhar boas práticas implementadas em nível local.

As soluções possíveis abrangem a ampliação de iniciativas de refrigeração via telhados e fachadas verdes e limpas; paisagismo urbano com soluções baseadas na natureza, como corredores verdes; e uma oferta bem articulada de espaços públicos verdes.

Após a onda de calor de 2010, Ahmedabad, cidade na Índia, desenvolveu um plano para telhados frios, conscientização e estações de refrigeração. Desde 2013, a cidade evita uma estimativa de 1.100 mortes por ano, tornando-se modelo para 30 outras cidades indianas que já lançaram ou estão desenvolvendo o seu próprio plano.

Como parte de seu compromisso com o acordo climático de Paris, Melbourne, na Austrália, está apostando em soluções baseadas na natureza. O objetivo é plantar, por ano, 3.000 árvores que fornecem sombra, refletem a luz do sol e liberam umidade no ar através de suas folhas. A estimativa é de, assim, resfriar a cidade em 4 °C.

Copenhague, na Dinamarca, usa água do mar em seu sistema de refrigeração distrital, reduzindo as emissões de CO² em até 30.000 toneladas por ano. O objetivo é expandir ainda mais o resfriamento distrital e contribuir para a meta de se tornar neutra em CO² até 2025.

Outras iniciativas em Copenhague incluem telhados verdes para prédios municipais; e um laboratório inteligente de energia da cidade que demonstra como a eletricidade, o aquecimento, os prédios com eficiência energética, as instalações elétricas e o transporte são integrados em um sistema otimizado.

Telhados frios estão ganhando força globalmente. Por meio de sua Iniciativa CoolRoofs, a cidade de Nova Iorque já pintou mais de 46 mil metros quadrados de seus telhados com um revestimento refletivo. Já os telhados e fachadas verdes fornecem isolamento térmico e ajudam a limpar o ar capturando partículas. Eles oferecem oportunidades para a agricultura urbana e o tratamento de águas residuais local, agregando mais benefícios.

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