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Conheça a história da criação da vacina e os principais cientistas envolvidos

Ainda no século XVIII, a primeira vacina foi criada pelo médico inglês Edward Jenner, que, na época, encontrou a resposta para combater a varíola.

Diversas descobertas científicas mudaram a história da humanidade e salvaram inúmeras vidas. Uma delas foi a criação das vacinas, ainda no século XVIII, pelo médico inglês Edward Jenner, que, na época, encontrou a resposta para combater a varíola. Sua história é marcada por inúmeras proezas, já que com apenas 13 anos já auxiliava um cirurgião. Após formar-se em Medicina, em Londres, voltou para Berkeley, sua cidade natal, onde começou a estudar e realizar experimentos para curar a varíola que, na época, era uma das doenças mais temidas pela humanidade.

O seu trabalho envolveu muita pesquisa e determinação. Descobriu que as pessoas que ordenhavam vacas que já tinham sido contaminadas com o vírus, não contraíam a doença. Depois disso, ele extraiu o pus da mão de uma ordenhadora que havia contraído a varíola bovina e o inoculou em um menino saudável, James Phipps, de oito anos, em 1796.

O médico então acompanhou o menino e sua recuperação, já que o garoto contraiu a forma mais branda da doença. No mesmo ano, Jenner inoculou o garoto com um líquido extraído de uma pústula de varíola humana. A criança não contraiu a doença, o que significava que estava imune à varíola.

Mesmo não tendo sua descoberta reconhecida na época, diversos médicos de outros países passaram a adotar a vacinação e conseguiram também resultados positivos. Pessoas foram imunizadas contra a varíola e Edward Jenner ficou famoso pela sua descoberta.

Pela forma que foi descoberta, a palavra, que em latim significa “de vaca” passou a significar todo inóculo capaz de produzir anticorpos. Além de Jenner, outros grandes cientistas dedicaram as suas vidas a descobrir formas de salvar vidas humanas, conheça mais sobre eles e suas descobertas:

Louis Pasteur: o químico francês iniciou os seus estudos sobre a raiva e em 1885 aplicou pela primeira vez a vacina em um ser humano. A descoberta da vacina anti-rábica foi o primeiro resultado de grande repercussão da microbiologia aplicada à medicina. Ela trouxe a consagração definitiva dos trabalhos de Pasteur e propiciou a criação, em 1888, na cidade de Paris, do Instituto que levou seu nome, um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica.

Carlos Finlay: o médico cubano começou a pesquisas sobre a febre tifóide em Londres. Ao retornar para o seu país, em 1857, ele identificou o mosquito Aedes egypti (Stegomyia fasciata) como vetor responsável pela transmissão da febre amarela. O cientista descobriu que o indivíduo que fora picado por um mosquito infectado ficava imune a novos ataques. Em junho de 1900, o serviço de saúde do exército americano enviou uma comissão a Cuba para estudar a etiologia e a profilaxia da febre amarela, doença que, desde o fim da guerra hispano-americana, vinha dizimando as tropas de ocupação da ilha. Por meio de uma série de experiências realizadas em voluntários humanos, a comissão chefiada por Walter Reed confirmou as teorias de Finlay.

Robert Koch: O médico alemão foi um dos fundadores da microbiologia e dos estudos relacionados à epidemiologia das doenças transmissíveis. Uma de suas grandes contribuições deu-se em 1876, quando ele demonstrou o ciclo de vida do bacilo de antraz, o primeiro agente microbiano cujos efeitos patogênicos foram comprovados pela bacteriologia. Em 1882, ele descobriu o bacilo da tuberculose. Além de cultivá-lo fora do organismo humano, conseguiu provocar a doença em animais com o produto dessa cultura. Em 1883, Koch foi enviado para o Egito como líder da Comissão Alemã da Cólera para investigar o aparecimento da doença naquele país. Lá ele descobriu o vibrião e levou culturas puras para a Alemanha.

Adolpho Lutz: o cientista brasileiro em 1885 deixou a cidade de Limeira (SP) para trabalhar como cientista em Hamburgo investigando o bacilo da lepra e microrganismos relacionados a várias doenças de pele e foi diretor do Instituto Oswaldo Cruz (RJ).

Vital Brazil: o médico ingressou em 1897 no Instituto Bacteriológico dirigido por Adolpho Lutz, onde iniciou suas pesquisas. Dois anos depois organizou um novo laboratório na fazenda Butatan, que foi transformada em instituto. Neste lugar, iniciou-se a produção dos soros antipestosos e anti-peçonhentos.

Oswaldo Cruz: Em 25 de maio de 1900, o médico sanitarista assumiu o cargo de diretor técnico do Instituto Soroterápico Federal, onde produzia vacinas e soro contra a peste bubônica. Em dezembro de 1902, tornou-se diretor do Instituto. Em 1907, o cientista finalmente teve seus esforços reconhecidos ao anunciar a erradicação da febre amarela e ganhar a medalha de ouro no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim.

Carlos Chagas: Em 1905, o médico recebeu a missão de controlar a epidemia de malária em Itatinga, interior de São Paulo. A campanha de profilaxia antiamarílica, dirigida pelo jovem pesquisador, conseguiu em pouco tempo controlar o surto no estado.  Em fins de 1907, Carlos Chagas foi para o norte de Minas, onde a malária devastava o acampamento dos trabalhadores da E. F. Central do Brasil. Instalou sua “casa” e seu “laboratório” em um vagão de trem. Ali, pesquisou os insetos hematófagos – barbeiros – alojados nas paredes de pau-a-pique das moradias. Encontrou neles um novo parasito, que chamou de Trypanosoma cruzi, em homenagem a Oswaldo Cruz, conhecida popularmente como “Doença de Chagas”.

Albert Sabin: o médico polonês criou a vacina oral com o vírus vivo contra a pólio. A vacina de Sabin era mais completa do que a anterior, a vacina de Salk, que era eficaz na maioria das complicações, mas não era muito eficiente na prevenção. Por esse motivo, em 1957, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu testar a vacina no mundo. Comprovada a eficiência do produto, este foi lançado no mercado em 1961/62, eliminando a pólio dos países por ela atingidos. Albert Sabin renunciou os direitos de patente para facilitar a utilização da vacina em todas as partes do mundo.

*Com informações da Revista da Vacina, do Ministério da Saúde.

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