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Como funciona uma composteira?

Exemplo para composteira

Um aparato caseiro que transforma lixo orgânico em um fertilizante rico em nutrientes para sua horta. Parece até mágica, certo? Mas é tudo Biologia!

Semana passada, vimos um texto relacionado com como montar a sua própria composteira em casa, com materiais simples, e que resulta em uma forma de reutilizar o lixo orgânico produzido na sua casa e obter um fertilizante barato e sustentável, que pode ser usado tanto em uma horta comunitária como em vasos em casa para produzir plantas, temperos e até alimentos, com a qualidade caseira.

Mas como esse fertilizante é formado e o que exatamente ele é?

Todo esse processo feito dentro da composteira depende da ação de organismos vivos. O que ocorre é o seguinte: a caixa na qual foi colocada a terra, o lixo orgânico e as minhocas já inicia a decomposição do lixo para gerar o fertilizante, a partir de microrganismos presente na própria terra e vindos do ambiente externo. As minhocas têm um papel muito importante: Elas aceleram o processo da compostagem, por também se alimentarem dessa matéria orgânica do lixo e por facilitarem a oxigenação na terra, fazendo com que os microrganismos cresçam mais rapidamente e degradem os compostos mais eficientemente.

Quando se está com uma composteira convencional, formada pelas três caixas, além do fertilizante mais sólido retirado da primeira caixa depois do final do processo, ocorre também a formação de chorume, que escorre até a terceira caixa. Ele é produzido pelo mesmo processo do fertilizante, mas é o resultado da degradação de alguma matéria orgânica mais pastosa, que tinha uma quantidade maior de água disponível. Esse chorume (que não é a mesma coisa que o chorume tóxico produzido em aterros) funciona como um produto beneficiador das plantas também, pois tem ação de bioinseticida quando diluído em água.

Uma forma inovadora de se fazer a compostagem em casa é a partir de um novo modelo de composteira vendida no mercado, a chamada “Composteira Automática”. Ela é chamada assim por fazer o processo de mistura da terra com o lixo orgânico automaticamente, com ciclos de trabalho programados. Isso tira a necessidade das minhocas no meio, por exemplo, e torna o processo feito somente por microrganismos específicos, nesse caso bactérias específicas para a compostagem, que podem ser compradas junto do equipamento, o que reduz o tempo da formação do fertilizante de semanas, na composteira convencional, para apenas um dia. Outra vantagem está no tipo de lixo que pode ser adicionado na máquina, pois, em um modelo convencional, a presença das minhocas impossibilita que sejam adicionados resíduos de frutas cítricas, carnes e laticínios (pois esses resíduos podem deixar a terra imprópria para as minhocas), o que não ocorre no modelo automático. Apesar de se apresentar como um modelo mais caro, seu uso se justifica com a economia que pode causar na coleta e descarte de lixo orgânico, além de incentivar uma prática sustentável.

Independente da sua forma de funcionamento, uma composteira é uma forma que cada um pode reduzir a quantidade de lixo orgânico que produz, que é a parcela de maior representatividade de resíduos urbanos que são coletados por dia (cerca de 52%), e assim contribuir com a diminuição das poluições causadas pelo excesso de lixo. Faça parte desta iniciativa!

 

Esse post faz parte da coluna “Biologia para um Mundo Melhor”, que mostra como a biologia e a biotecnologia estão presentes no desenvolvimento sustentável do nosso planeta. Você pode encontrar mais posts como esse pela tag #biologiamundomelhor. Compartilhe com seus amigos essa iniciativa!

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