21-09-2016

Como é feita a reciclagem industrial de papel

Ao longo dos últimos anos muito tem sido discutido sobre atitudes que possam gerar menos impacto ao meio ambiente, entre elas está a reciclagem de papel. É possível ter reflexos positivos em diversos aspectos. Para se ter ideia, no processo tradicional de produção de papel costuma-se gastar cerca de 100 mil litros de água por tonelada, na reciclagem essa quantidade é reduzida dezenas de vezes, pois são necessários somente 2 mil litros. O mesmo ocorre com o gasto de energia, é possível economizar 80% quando se recicla papel, em comparação à produção de papel virgem.

Como funciona o processo de reciclagem de papel?

A forma de transformar o papel usado em reciclado é bem parecida com o processo de produzir papel virgem, mas de forma mais amena. As fibras de celulose presentes nos papéis usados são reaproveitadas. É possível a fabricação somente com fibras secundárias, que dão origem ao papel 100% reciclado, ou incorporar pasta para papel. A reciclagem das fibras pode ser feita de cinco a sete vezes, pois elas vão se degradando. Basicamente existem cinco fases durante o processo industrial:

  1. Desagregação: o papel velho é misturado com água, para enfraquecer a fusão entre as fibras.
  2. Lavagem: o papel é depurado, passando por diversas peneiras dos mais variados tamanhos.
  3. Dispersão: em temperaturas que variam de 50ºC a 125ºC são dissolvidos os contaminantes, e depois dispersos.
  4. Destintagem: aqui são removidas as partículas de tinta que estão na superfície das fibras.
  5. Branqueamento: alguns papéis reciclados já atingem a cor adequada no processo de destintagem, mas quando o objetivo é gerar produtos de alta qualidade, é necessário passar pela etapa de branqueamento à base de alvejantes.

O uso de enzimas na reciclagem de papel

No processo de fabricação do papel reciclado, as enzimas podem ser utilizadas no lugar de produtos químicos. Elas possuem ações biosintéticas e são biodegradáveis, o que pode ser bastante benéfico para o ambiente químico; com isso é possível obter produtos de melhor qualidade e reduzir a probabilidade de poluição do meio ambiente. As enzimas amilases, por exemplo, promovem o enfraquecimento da estrutura da superfície do papel, reduzindo a resistência dele à penetração de fluidos. Já as enzimas xilanases podem ser bem eficientes na melhoria do branqueamento do papel. Estudos indicam que uso delas nas fases de pré-branqueamento consegue reduzir a quantidade de alvejantes que será utilizada na próxima etapa do processo. A utilização de enzimas é ambientalmente amigável e mais rentável.

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