Sustentabilidade

Brasil pode reduzir até 28% das emissões de gases de efeito estufa

Um relatório divulgado pela ONU Meio Ambiente e Governo Brasileiro mostra como o país pode alcançar as metas brasileiras no Acordo de Paris com a redução de gases de efeito estufa

Um projeto encabeçado pela ONU Meio Ambiente e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) apresenta resultados animadores após cinco anos de desenvolvimento e pesquisa. No estudo ”Trajetórias de mitigação e instrumentos de políticas públicas para o alcance das metas brasileiras no Acordo de Paris”, mostra que é possível reduzir em até 28% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no país até 2050.

No material, a entidades reforçam que as mudanças climáticas em nível global são os maiores desafios da ciência e da tecnologia na atualidade, isso devido às intensas emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, o que causa o aumento da temperatura média da superfície da Terra e, com isso, uma intensa onda de eventos climáticos, como chuvas intensas, secas, ondas de frio e calor, gerando impactos na economia, saúde e meio ambiente.

A partir desse cenário, o grupo iniciou a preparação de estratégias de políticas públicas que contribuam para o cumprimento dos objetivos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris, que é a redução de 37% no ano de 2025 e redução de 43% nas emissões de gás carbônico de 2030, tendo por referência o ano de 2005, o que equivale a um teto de emissões de 1.300 e 1.200 MtCO2 (milhões de toneladas de CO2) e em 2025 e 2030, respectivamente.

Assim, foi criado o projeto ”Opções de Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em Setores-Chave do Brasil”, sendo considerado um exercício inédito de modelagem integrada de cenários de mitigações de GEE, que apresenta as oportunidades de mitigação por uma lógica custo-efetividade, além de ressaltar os impactos que sua implementação traria para diferentes agregados econômicos e sociais, entre eles, o produto interno bruto (PIB), nível de emprego, geração e distribuição de renda.

No estudo são apresentados dados e expectativas de mitigação por indústrias, como a de cimento, químico, siderurgia, florestas, resíduos, elétricos, entre outros, com sugestões de implementação de medidas e seu custo de aplicação, como a expansão das ações de redução do desmatamento, recuperação de pastagens degradadas, expansão do plantio de florestas comerciais, eficientização na recuperação de calor e vapor e troca de combustíveis em plantas industriais, além da substituição de térmicas a carvão por biomassa e o aproveitamento energético proveniente de resíduos sólidos urbanos e a mudança modal no sistema de transportes.

As entidades afirmam que para o cumprimento da meta de 2025 é fundamental a adoção de instrumentos regulatórios, o que exige a mobilização de atores governamentais, como: Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Ministério de Minas e Energia, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e que todas as medidas poderiam ser implementadas no curto prazo, ou seja, a partir de 2018.

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