Sustentabilidade

Brasil comemora redução no uso de hidroclorofluorcabonos (HCFCs)

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, até o momento já forma suprimidos 36,92%, superando com folga a meta de eliminação do consumo no país

O Brasil dá mais um passo para ajudar no combate das mudanças climáticas: o país superou com folga a meta de eliminação do consumo de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) para 2018, que era de 16,6%. Até o momento, já foram suprimidos 36,92%, graças aos esforços conjuntos entre governo, setor produtivo e sociedade.

Os HCFCs são substâncias causadoras do buraco na camada de ozônio. A camada é uma espécie de “capa” desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação. A principal delas, a radiação ultravioleta, é causadora de câncer de pele. A destruição da camada contribui também para o aquecimento global. A sua proteção, portanto, além de proteger a saúde das pessoas, contribui para mitigar os efeitos da mudança do clima.

O lema deste ano: “Fique frio e siga em frente”, foi instituído pelo Protocolo de Montreal sobre substâncias que destroem a camada de ozônio. Pelo tratado, assinado em 16 de setembro de 1987 e que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989, os países signatários comprometem-se a substituir as substâncias responsáveis pela destruição do ozônio.

De acordo com o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Brasil assumiu o compromisso de eliminar o consumo da substância até 2040, com metas escalonadas. “Os esforços atualmente realizados são para que até 2020 elimine 39,30% e até 2021, 51,60% do consumo de HCFCs com relação à linha de base (consumo médio dos anos 2009-2010)”, destaca a coordenadora-geral de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, Magna Luduvice.

A Emenda de Kigali, aprovada em 2016 pelos Estados partes do Protocolo, determina a inclusão dos HFCs na cesta de substâncias controladas pelo tratado internacional. “Substâncias controladas pelo Protocolo, como os CFCs (Clorofluorcarbonos) e os HCFCs, além de alto potencial de destruição do ozônio, possuem um alto potencial de de incremento da temperatura média global”, explica o diretor de Monitoramento, Apoio e Fomento de Ações em Mudança do Clima, Adriano Santhiago de Oliveira.

O secretário de Mudança do Clima e Florestas do MMA, Thiago Mendes, afirma que, com a adoção da Emenda de Kigali, a opção por substâncias de baixo impacto ao sistema climático global se faz necessária. “Os desafios são muitos, mas o Brasil vem se destacando no cenário mundial por respeitar seus cidadãos e o mercado, e por criar condições para que o Protocolo de Montreal seja adequadamente implementado, tendo se tornado referência na América Latina em soluções para a proteção da camada de ozônio”, destaca.

Atualmente, 46 países já ratificaram e Emenda. O Brasil aguarda aprovação pelo Congresso Nacional para que a ratificação seja encaminhada à Organização das Nações Unidas.

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