22-09-2017

Bioetanol protagoniza o avanço para a bioeconomia no Brasil

Bioenergia e as oportunidades na indústria de bioetanol, principalmente, o produzido a partir do milho, foram debatidos na primeira edição do TECO no Brasil

Cuiabá, 22 de setembro de 2016 – Cuiabá foi a cidade escolhida pela Novozymes para sediar a primeira edição do TECO no Brasil, evento que tem tradição de 7 anos na Argentina e agora passa, também, a fazer parte da agenda dos principais atores da cadeia de produção de bioenergia brasileira.

O evento aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro e reuniu mais de 100 importantes formadores de opinião para discutir o futuro da bioenergia do país, em especial as novas perspectivas para a produção de bioetanol e seus co-produtos.

William Yassumoto, responsável pelas operações comerciais para biorrefinariais na Novozymes América Latina explica sobre a trajetória do evento: “o TECO já é um evento de tradição, apesar de ser organizado pela Novozymes, é um evento de toda a comunidade do etanol na região e o principal motivo disso é a qualidade dos debates promovidos. Nosso maior objetivo com o evento é trazer informações consistentes sobre o mercado, apresentar as inovações, estudar tendências e promover a reflexão sobre como podemos contribuir com a evolução do bioetanol. É um evento que acontece devido à demanda de nossos clientes e parceiros e visa contribuir com o crescimento da indústria”.

Por reunir formadores de opinião de diversas organizações, membros do governo e especialistas do segmento, o TECO é uma rica fonte de informações para os produtores ou simpatizantes do Bioetanol, o que ficou muito claro desde as primeiras apresentações.

Em agosto foi inaugurada no Mato Grosso a primeira usina dedicada a etanol de milho no país e o Vice-Governador do Estado do Mato Grosso, Carlos Fávaro, falou do protagonismo do MT na produção de etanol de milho no Brasil. “A vocação do Mato Grosso é a agricultura e, com isso, também a produção de etanol, nosso estado é competitivo, e é por isso que os empresários nos procuram e nosso estado continua crescendo”.

Outro tema muito debatido foram as novas perspectivas que o RenovaBio, plano nacional que objetiva o desenvolvimento dos biocombustíveis no Brasil, pode trazer para o setor e ficou clara a expectativa dos participantes sobre os próximos passos para aprovação o programa. Miguel Ivan Lacerda, diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia reforçou a importância do RenovaBio e o papel fundamental do bioetanol para a sustentabilidade do Brasil: “o biocombustível é uma ação sustentável do nosso país. Tenho visto muitas notícias sobre os prejuízos para a saúde da população que as micro partículas poluentes dispersadas pelo ar estão causando. Neste cenário, o bioetanol aparece não apenas como um recurso fundamental para que o Brasil atinja as metas prometidas no Acordo de Paris, mas, para melhorar a qualidade de vida e saúde de nossa população. O mundo todo está à procura de soluções para energia e o Brasil tem essa solução”. Essa expectativa fica clara também para os investidores, Arthur Milanez, gerente de biocombustíveis do BNDES, reforça a importância de políticas públicas para o fomento da bioeconomia no país “o RenovaBio é fundamental para a retomada dos investimentos no setor”.

O impacto social que as usinas de produção de etanol têm também foi discutido. Os participantes em comentários entre as apresentações destacaram as oportunidades de desenvolvimento locais, geração de emprego e ações de responsabilidade social que as usinas promovem, o que também ficou claro durante as apresentações de algumas companhias que ressaltaram que não é possível construir algo no Brasil sem a ajuda do país, e isso só é possível quando há contribuição com o desenvolvimento da comunidade local.

O evento ainda abriu margem para diversas outras temáticas para promoção do bioetanol no Brasil e também contemplou debates técnicos de especialistas que vieram da Europa, Canadá, Estados Unidos, e Argentina. O TECO busca criar um espaço de interação e geração de conhecimento, estratégia que converge com os objetivos da Novozymes. Segundo Emerson de Vasconcelos, Presidente Regional para a Novozymes na América Latina “sozinhos não conseguimos mudar o mundo. É necessário criar parcerias e por isso ficamos orgulhosos com a oportunidade de reunir diversos agentes importantes da cadeia de bioenergia para pensar no futuro e poder realizar projetos orientados à sustentabilidade. Nosso objetivo é criar um mercado favorável à bioeconomia pois acreditamos que o mundo precisa caminhar nesta direção”.

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