Sustentabilidade

Banco Mundial lança relatório sobre ampliação da participação das mulheres na gestão

O relatório, que está em sua quinta edição, chamado “Mulheres, Empresas e o Direito 2018” apresenta uma análise de como a legislação dos países tem impacto na inclusão social e econômica das mulheres globalmente

O Banco Mundial lançou, no dia 14 de maio, um relatório muito importante sobre a participação plena das mulheres na economia. O documento, que está em sua quinta edição, chamado “Mulheres, Empresas e o Direito 2018” apresenta uma análise de como a legislação dos países tem impacto na inclusão social e econômica das mulheres globalmente.

Conforme os dados apresentados, as mulheres representam 50% da população brasileira, mas somente 43% da força de trabalho. Elas recebem salários 25% menores e representam apenas 37,8% dos cargos gerenciais e 10,5% dos parlamentares do país. Apesar de o Brasil não limitar legalmente a capacidade jurídica das mulheres ou sua liberdade de movimento, o estudo apontou alguns pontos fracos da legislação.

Você sabe o que a ONU pensa sobre o tema? Leia aqui no Bioblog:“A ONU quer mais mulheres em cargos de liderança.

Segundo o documento, essas falhas restringem o acesso da mulher ao mercado de trabalho, a realização de suas aspirações profissionais e de seu potencial de remuneração, assim como o crescimento na carreira e sua capacidade de conciliar o trabalho com responsabilidades familiares.

O relatório citou como exemplo o fato de a legislação brasileira não prever licença parental, medida que poderia incentivar a divisão de tarefas de cuidados com a família. “Programas de licença parental são um incentivo para que ambos os pais compartilhem as responsabilidades com o cuidado infantil”, disse o documento do organismo internacional.

O sistema de licença parental, hoje adotado em 58 economias, mas não no Brasil, permite que o tempo de licença conjunta seja repartido entre o pai e a mãe.

O estudo monitorou 189 países, que foram avaliados e receberam pontuação no que diz respeito a cada um dos sete indicadores do documento: acesso às instituições, uso da propriedade, acesso ao emprego, incentivos ao trabalho, acesso aos tribunais, acesso ao crédito e proteção da mulher contra a violência.

O relatório também criticou o fato de a legislação brasileira não prever igualdade de remuneração para o trabalho dos homens e mulheres que exercem a mesma função e não permitir que os pais trabalhem em regime flexível.

O Banco Mundial também alertou para a diferença de cinco anos entre a idade de aposentadoria para homens e mulheres no Brasil. “Isso impõe à mulher uma vida profissional mais curta, podendo afetar de maneira negativa sua renda ao longo da vida, bem como seus benefícios previdenciários, suas poupanças e suas perspectivas de crescimento na carreira”.

Um exemplo positivo, que está ampliando a participação das mulheres em cargos de liderança vem da Dinamarca. Leia mais aqui no Bioblog.

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