Sustentabilidade

Banco Mundial analisa oportunidades econômicas para as mulheres no mundo

Banco Mundial considera aplicação de leis essencial para moldar as oportunidades econômicas das mulheres.

O Banco Mundial lançou neste mês de janeiro, em Washington, o estudo Mulheres, Empresas e o Direito 2020. A análise mostra como as leis ampliam ou diminuem a participação feminina no mercado de trabalho.

O relatório mede 190 economias, acompanhando como as leis afetam as mulheres em diferentes estágios da vida profissional. Para isso, analisa oito fatores: mobilidade, local de trabalho, remuneração, casamento, maternidade e paternidade, empreendedorismo, ativos e pensões.

Quanto mais igualdade de oportunidades há em uma determinada economia, maior a chance de ela obter 100 pontos no estudo. O Canadá foi o país mais recente a alcançar essa pontuação, juntando-se a Bélgica, Dinamarca, França, Islândia, Letônia, Luxemburgo e Suécia.

Segundo o documento, nos últimos dois anos, 40 economias aprovaram 62 reformas para permitir às mulheres desenvolver seu potencial. Desse total, dois estão na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP: São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

São Tomé e Príncipe proibiu a demissão de trabalhadoras grávidas. O país também eliminou as restrições a trabalhos noturnos, em mineração ou em lugares considerados perigosos. Com isso, obteve 86.3 pontos no estudo.

Já Timor-Leste passou a considerar, para o cálculo do tempo de aposentadoria, os períodos em que a mulher se ausentou do trabalho para cuidar dos filhos. O país recebeu 83,1 pontos no documento.

Para os demais países de língua portuguesa, a pontuação foi a seguinte: Angola, 73,1; Brasil, 81,9; Cabo Verde, 863; Guiné-Bissau, 42,5; Guiné Equatorial, 51,9; Moçambique, 76,9; e Portugal, 97,5.

Embora meça os avanços e retrocessos na legislação, o estudo Mulheres, Empresas e o Direito não avalia a implementação das leis, pois isso é difícil de examinar de maneira comparável em todas as economias. Ainda assim, o documento ressalta que a aplicação da legislação é essencial para moldar as oportunidades econômicas das mulheres em todo o mundo.

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