Sustentabilidade

Adolescentes de Mato Grosso criam fralda biodegradável a partir da mandioca

O grupo resolveu substituir o plástico, produzido por um polímero sintético feito a partir do petróleo, por um natural. Foi quando surgiu a possibilidade de utilizar o amido da mandioca na confecção de fraldas descartáveis.

A mandioca, tradicional base alimentar do nosso país, serviu de inspiração para que um grupo de alunos do ensino médio do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), da pequena cidade de Juína, criassem uma fralda biodegradável a partir do amido da mandioca.

A ideia surgiu para ajudar um professor e orientador deles, Aloizio Farias, que tem Alzheimer e precisa utilizar fraldas de plástico. O grupo resolveu substituir o plástico, produzido por um polímero sintético feito a partir do petróleo, por um natural. Foi quando pensaram na possibilidade de utilizar o amido da mandioca na confecção de fraldas descartáveis.

Uma das inventoras, a estudante Mariana Schat Nunes, disse que os alunos agora procuram investidores para conseguir produzir as fraldas biodegradáveis em maior escala. De acordo com ela, os alunos tiveram apenas 4 horas para pensar em um projeto que solucionasse um problema social.

Além de Mariana, os estudantes Anderson de Brito Almeida, Evandro Carlos de Oliveira, Marcos Vinicius de Araújo, Wagner Leandro Júnior e Wanderson Perondi, participaram da criação do projeto “Toper Bio – Fraldas Biodegradáveis”.

Durante quatro meses, os jovens realizaram várias pesquisas para descobrir qual seria a melhor matéria-prima para sua fabricação e a viabilidade do negócio. “Escolhemos a mandioca porque na nossa região há muita produção da planta, tanto feita pelas comunidades indígenas, como pela agricultura familiar”, disse a estudante, que completou: “a manta absorvente, o hidrogel e o algodão da fralda se decompõem facilmente no meio ambiente, mas não o plástico, que é o grande vilão, proveniente do petróleo”, explica Mariana.

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De acordo com os alunos, a fralda feita com amido de mandioca se decompõe no meio ambiente após seis meses. Pelos cálculos feitos pelo grupo, o custo unitário do produto será de 1,40 real. “Mas fizemos uma projeção de que, com a produção em larga escala, daqui a cinco anos este valor cai para 1,20 real”.

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