Alimentos e Bebidas

Adoçante: saiba o que é mito ou verdade

Quando você vê a palavra adoçante em uma embalagem qual a sua principal dúvida? O médico clínico geral, Carlos Parchen, explica quais são os mitos e verdades sobre ele.

Nosso dia a dia está cheio de dúvidas sobre os alimentos. Uma hora um produto é um vilão, em outra, ele é inocentado e pode ser consumido. O adoçante é considerado uma alternativa muito importante na alimentação da atualidade, principalmente, para aquelas pessoas que não podem consumir açúcar devido a doenças, como as diabéticas. Para não deixar dúvidas é sempre ouvir a orientação de profissionais do setor de saúde, que lidam dia a dia com o assunto. Esse é o caso do clínico geral, o médico Carlos Parchen, que explica que é importante fugir dos modismos e ter uma alimentação equilibrada e balanceada, antes de qualquer coisa.

Para ele o açúcar não é um vilão, o problema é o consumo descontrolado. Esse é um dos motivos que ele diz que o adoçante é um bom substituto, mas que não é indicado para todos. ”Sempre há muita dúvida e as pessoas acabam consumindo ou fazendo trocas sem necessidade. Nem todas as pessoas devem trocar o açúcar pelo adoçante, é preciso tomar alguns cuidados e utilizar somente com orientação médica ou nutricional”, explica.

Para o médico, o adoçante deve ser utilizado para ajudar no controle da ingestão de calorias, não só pelos diabéticos, mas, também, por pessoas que estejam acima do peso e, mesmo assim, não devem ser consumidos à vontade. ”Alguns estudos mostraram que a sacarina e o aspartame (tipos de adoçante) também podem provocar ganho de peso, em alguns casos superior ao consumo de açúcar. É por isso que orientamos sempre o consumo moderado, tanto de um quanto de outro”, comenta.

O médico também diz que o consumo diário de adoçantes dietéticos deve ficar entre quatro a seis pacotinhos de um grama, quando em pó, e de 9 a 10 gotas para os líquidos. A maioria dos adoçantes tem baixa ou são sem caloria. Quem não pode consumir açúcar pode escolher qualquer adoçante oferecido pelo mercado, mesmo assim, o especialista orienta sempre pela moderação e quando necessário.

Conheça alguns tipos de adoçantes mais usados:

SACARINA SÓDICA: É o adoçante artificial mais antigo, foi descoberto em 1897 e usado desde 1900. Sua descoberta foi “à toa”, pois o pesquisador em questão descobriu sem querer a substância, experimentando-a. Adoça aproximadamente 300 vezes mais do que a sacarose. Não causa cáries. Possui sabor residual amargo e metálico. Sua vantagem está em ser estável à altas temperaturas, podendo ser utilizado em preparações quentes. Normalmente combinado com o ciclamato e líquido (transparente).

ASPARTAME: Sintético, produzido a partir de dois aminoácidos naturais (aminoácidos são componentes das proteínas): o ácido aspártico e a fenilalanina. Seu uso está contraindicado para pessoas portadoras de uma doença congênita rara chamada “fenilcetonúria”, diagnosticada por meio do teste do pezinho. Por isso, produtos à base de aspartame devem ter sempre indicado nos rótulos: “Atenção: contém fenilalanina”. Adoça cerca de 180 vezes mais do que o açúcar, com a vantagem de não possuir o sabor amargo. A desvantagem é que perde as propriedades de adoçar em altas temperaturas.

STÉVIA OU ESTÉVIA: Edulcorante natural, extraído de uma planta originária da fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Os índios faziam chás dessa planta para adoçar os alimentos, daí ela foi descoberta. Seu sabor é de 300 vezes mais doce que o açúcar, pode possuir residual amargo e normalmente está associada com outros tipos de adoçantes. São adoçantes calóricos.

FRUTOSE: Edulcorante natural extraído das frutas e do mel. Contém quatro calorias por grama. Quando ingerida junto com as refeições pode não alterar a glicemia, porém, deve ser utilizada com cautela por pessoas diabéticas e/ou com triglicérides elevados. Seu poder adoçante é de 1,8 em relação ao açúcar.

Recomendação máxima de consumo pela Organização Mundial de Saúde (OMS):

Para obter o valor diário (máximo) recomendado, basta multiplicar o valor abaixo pelo seu peso:

Edulcorante => Limite (mg/Kg)

Acesulfatame-K: 15

Aspartame: 40

Ciclamato: 11

Frutose: não existe limite

Sacarina: 5

Stévia: 5,5

Xylitol, Manitol e Sorbitol: 15

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