20-09-2016

A utilização de enzimas no tratamento de água

Enzimas são proteínas presentes nas células de todos os seres vivos cuja função é facilitar os processos metabólicos, potencializando reações químicas, como as relativas à digestão, absorção de nutrientes, quebra de gorduras, etc. São elas que criam condições para que os sistemas digestivo, circulatório, excretor, endócrino e outros funcionem adequadamente, sendo assim, são consideradas indispensáveis para o organismo. Para o tratamento da água, determinadas enzimas são isoladas de micro-organismos, como bactérias e fugos, e reunidas em um “caldo enzimático” que, uma vez adicionado aos leitos de lagos, lagoas, reservatórios, na água resultante da atividade de restaurantes, bares, indústrias e degradam as móleculas de gordura, corantes, material orgânico, etc, tornando a água própria para o consumo humano.

Números obtidos pela empresa Economia e Mercados (http://www.companiesandmarkets.com) revelam que o montante movimentado pela indústria de enzimas para a utilização em diversos segmentos, já ultrapasse a casa dos US$ 3,7 bilhões de dólares (dados de 2011 e estimativas feitas até o ano de 2015); com previsão de que essas cifras aumentem ainda mais nos próximos anos, já que a cada dia há um clamor para a substituição de processos físico-químicos na indústria e, especificamente, para o tratamento da água, que em geral são mais restritivos, agressivos, complexos, de pouca abrangência e com resultados não muito satisfatórios.

Entre as principais vantagens do tratamento da água com enzimas, estão: a simplicidade da sua aplicação, o fato de tratar a água com qualquer taxa ou tipo de poluição, não depender de condições físicas, ser viável devido ao avanço da biotecnologia, ser ecologicamente correta (já que evita o uso de substâncias químicas, como o cloro, no tratamento da água; diminuindo radicalmente o nível tóxico dos efluentes produzidos); além de poderem ser utilizadas para a eliminação de um tipo de poluente específico. Para o tratamento de lagoas, lagos, reservatórios, estações de tratamento, etc, geralmente utiliza-se o chamado “caldo enzimático”, formado pela reunião de enzimas, como:

  1. Lipases: ideais para a eliminação de gorduras na água, resultante da atividade de restaurantes, abatedouros, fábricas, etc.
  2. Nitrogenases: eficientes na degradação das moléculas formadoras do lodo e do mau cheiro em estações de tratamento de água.
  3. Glicosidases: enzima eficiente na degradação de corantes provenientes de fábricas de alimentos e da indústria têxtil, entre outras.

Em geral, a proporção utilizada é de 1 parte do preparado enzimático para cada 10.000 partes da água a ser tratada, a cada 30 dias; sendo que inicialmente aconselha-se um tratamento intensivo, na proporção de 1 parte do preparado para 1.000 partes de água, em 3 aplicações a cada 15 dias.

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