14-02-2017

A defasagem na oferta de combustíveis do Ciclo Otto no Brasil

Uma das alternativas para deixar o etanol mais competitivo é a utilização de enzimas que maximizam a produção da biomassa, reduzindo os impactos ambientais.

Você já ouviu falar em Ciclo Otto? Primeiramente é preciso entender que o mercado de combustíveis é, de forma genérica, classificado de acordo com a categoria de motores. Combustível do Ciclo Otto é a denominação do que hoje em dia é comercializado de forma ampla, especialmente a gasolina e o etanol, para motores em que a mistura de ar/combustível é comprimida até atingir o ponto ideal e a combustão é gerada pelas velas.

Cenário de oferta de etanol e demanda do Ciclo Otto

Em setembro de 2016 a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou um estudo intitulado “Cenários de Oferta de Etanol e Demanda do Ciclo Otto”, a respeito do Brasil. O material aponta que depois de uma época com consideráveis investimentos em novas unidades do setor sucroenergético, o setor foi gravemente impactado pela crise econômica mundial ocorrida em 2008, fazendo com que dívidas ficassem acumuladas. Com isso, as empresas produtoras de cana-de-açúcar cortaram despesas e investimentos, com o intuito de equilibrar o orçamento. Para isso, a expansão dos canaviais foi adiada e os tratos culturais deixados de lado.

Para agravar ainda mais, o clima também não colaborou, ocorreram chuvas excessivas em 2009, e períodos de seca no final de 2010 e de 2011. As consequências dessas situações desfavoráveis refletiram em queda de produtividade e da produção de canas nas safras seguintes, deixando as unidades industriais ociosas. O açúcar também passou a ser melhor remunerado no mercado internacional, fazendo com que a produção de etanol reduzisse ainda mais. Essa conjunção de fatores deixou o preço do etanol menos atrativo, gerando perda de competitividade frente à gasolina.

Alternativa viável para deixar o etanol competitivo

Em consequência das turbulências econômicas e ambientais vivenciadas atualmente, as previsões não são nada animadoras para o ano 2020. Estima-se que será o ano em que começará a faltar açúcar e etanol, devido ao aumento do abastecimento da frota de ciclo Otto e do consumo de etanol para outros fins. Em relação ao açúcar, será preciso dar conta do consumo doméstico e também manter a participação do Brasil no mercado mundial. Para isso, será preciso praticamente dobrar a produção atual de cana-de-açúcar que é de 655 milhões de toneladas, chegando a 1,2 bilhão em 2020. Para que isso ocorra, diversas políticas públicas são necessárias: estímulos à bioeletricidade, formação transparente de preços da gasolina, financiamentos para plantio e estocagem de cana-de-açúcar e desoneração tributária para o etanol.

Sabe-se que a necessidade mundial de energia é maior do que nunca e as preocupações ambientais têm atraído governos para estimular fontes de energia renováveis. No caso da produção de etanol, uma estratégia comprovadamente eficaz é o uso de enzimas, elas são vitais na conversão da estrutura complexa da biomassa em etanol, podendo maximizar a produção, reduzir os custos para as fábricas e reduzir impactos ambientais.

A Novozymes é uma multinacional dinamarquesa com mais de 10 anos de experiência em produção de enzimas essenciais para o processo de conversão de biomassa em etanol a um custo comercialmente viável. No site Biobloghttp://www.bioblog.com.br/– estão detalhadas todas as soluções da Novozymes para o setor de biocombustíveis.

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